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domingo, 3 de maio de 2020

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa - SJ



Ataques à liberdade de imprensa na Europa ameaçam ser o novo normal

Os ataques à liberdade de imprensa na Europa correm o sério risco de se transformarem no novo normal, alertam 14 grupos internacionais de liberdade de imprensa e organizações de jornalistas, incluindo a Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), na qual o Sindicato dos Jornalistas (SJ) está filiado.
O relatório anual de 2020 da Plataforma do Conselho da Europa para promover a Proteção do Jornalismo denuncia que os ataques à liberdade de imprensa no contexto da pandemia de covid-19 pioraram um cenário já sombrio.
O relatório analisa alertas enviados à Plataforma em 2019 e mostra um padrão crescente de intimidação para silenciar jornalistas no continente europeu.
As últimas semanas aceleraram essa tendência, com a pandemia a produzir uma nova onda de sérias ameaças e ataques à liberdade de imprensa em vários Estados-membros do Conselho da Europa.
Em resposta à crise sanitária, os governos detiveram jornalistas por reportagens críticas, ampliaram a vigilância e aprovaram novas leis para punir alegadas “notícias falsas”, decidindo o que é permitido publicar, sem a supervisão de órgãos independentes apropriados.
Essas ameaças representam um ponto de inflexão na luta para preservar um jornalismo livre na Europa e as organizações da Plataforma instam os Estados-membros do Conselho da Europa a agirem rápida e resolutamente para acabar com os ataques à liberdade de imprensa, para que os jornalistas possam reportar sem medo.
Os parceiros da Plataforma – à qual o Sindicato dos Jornalistas se associa, neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – pedem uma análise urgente às restrições e limitações impostas pelos governos à liberdade de expressão e de imprensa no contexto do estado de emergência, nomeadamente para aferir se são estritamente necessárias e proporcionais
As leis de estado de emergência descontroladas e ilimitadas têm resultado em abusos e impedido os media de relatarem e escrutinarem as ações das autoridades estatais.
Em Portugal, o Sindicato dos Jornalistas teve indicação, no início do estado de emergência, de tentativas de controlo dos media por algumas autarquias e de outras que optaram pela comunicação direta, através das redes sociais, sem lugar a perguntas. Por isso, o SJ escreveu a todos os municípios portugueses em defesa da importância do jornalismo, que se faz com escrutínio, mais ainda em tempo de crise.
Simultaneamente, o SJ recebeu denúncias da imprensa regional sobre a exclusão das suas perguntas nas conferências de imprensa sobre a covid-19.
O SJ reuniu-se com o Ministério da Saúde, há quase duas semanas, no sentido de encontrar uma solução que garanta a igualdade no acesso da imprensa regional e local. O Ministério da Saúde prometeu apresentar uma proposta dentro em breve.
A Plataforma considera que a crise em curso exige respostas mais urgentes e rigorosas para proteger a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão e informação, além do apoio, com recursos financeiros, à sustentabilidade do jornalismo profissional independente.
Em tempos de emergência, proteger o jornalismo como vigilante da democracia tem de ser uma prioridade

segunda-feira, 16 de março de 2020

O BEATO HIPOCONDRIACO E O COVID-19


O Presidente em quarentena convocou o Conselho de Estado para dia 18 pela fresquinha, não sei se por vídeo conferência ou se na capela do Palácio presidencial, há que optar pelo que oferece a ciência ou pelas instalações do divino.
O aperto de mão está banido, alguns dos convocados têm-nas tão encardidas que o contágio pode dar-se à distância.
Peço que tomem em consideração a postura dos privados que, sempre pelas melhores razões, se escusam a participar em qualquer combate pelo bem social desde que não seja lucrativo.
«A Clínica CUF Almada e o Hospital CUF Sintra irão encerrar temporariamente, o Atendimento Permanente Pediátrico do Hospital CUF Cascais será transferido temporariamente para o Hospital CUF Sintra, a Consulta Não Programada de Pediatria do Hospital CUF Infante Santo será temporariamente encerrada.»

sábado, 14 de março de 2020

"as palavras sao armas" de quarentena no facebook


Já sei!

O meu blogue "as palavras sao armas" foi corrido do Facebook porque não contei a minha história, mas a das tropas dos EUA que a coberto do coronavírus estão a invadir a Europa com objetivos precisos (aqui).

Fui corrido do Facebook porque publiquei a solidariedade do governo chinês a auxiliar os italianos no combate ao COVID-19 e denunciei a angústia de milhões de norte-americanos sem condições para se tratarem. (aqui) e (aqui)

Fui corrido do Facebook porque não publiquei o que almocei, nem onde e denunciei a fome que o neoliberalismo provoca em todo o planeta.

Os “padrões do Facebook” não são os meus e as minhas “publicações” não se destinam a entreter e muito menos a bestealizar quem as possa ler.

O Facebook tem a faca, mas somos nós que temos o queijo na mão, e é nestes momentos de desnorte que podemos ver com mais clareza como atua e quem apunhala.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Facebook e a Liberdade de proibir

O blogue "as palavras sao armas" desrespeitou o padrão do face com posts sobre a China os EUA e o coronavírus.

e os cab.... ainda me tratam por tu

“Covid-19: a falência de um sistema”

“Covid-19: a falência de um sistema”
Nós teremos lido de tudo, visto tudo, ouvido tudo: “o regime chinês faliu”, a China está “à beira do abismo”, o ”sistema desaba”, Xi Jinping está “politicamente em perigo” e “caiu na armadilha”, a “ditadura está cambaleando”, o “totalitarismo está a abalar” e “admite o seu fracasso”, “nada será como dantes”.
Uma coisa é certa, de facto, nada será como dantes, por uma boa razão: a República Popular venceu claramente a epidemia em dois meses. As aves agoirentas dirão que é falso, que os números são falsificados, que a epidemia pode aumentar. Mas especialistas internacionais dizem o contrário, e os factos falam por si. O número diário de novas infeções é agora 50 vezes maior no resto do mundo do que na República Popular da China. Dos 80.000 casos registados desde janeiro neste país, 70.000 pacientes já estão curados. As restrições de viagem estão sendo gradualmente suspensas e a atividade económica está aumentando.
Entendemos que essa realidade entristece os inimigos da China que pululam nos media do mundo “livre”, mas vai ser é necessário que o façam. A China conseguiu o que nenhum país jamais conseguiu: vencer uma epidemia pela mobilização massiva da sociedade e do Estado. Depois de assinalar o vírus à OMS em 31 de dezembro de 2019, a China iniciou a batalha. Sem precedentes na história, o confinamento de 50 milhões de pessoas desde 23 de janeiro, abrandou a propagação da epidemia. Aparecendo de mascara na televisão em 8 de fevereiro, o presidente Xi decretou “uma guerra do povo contra o novo demônio”. Dezenas de milhares de voluntários afluíram a Hubei, dezenas de hospitais foram construídos em poucas semanas, milhares de equipas foram enviadas para rastrear contatos entre os doentes e quem os envolvia. Apenas um exemplo: no final das festividades do Ano Novo Chinês, 860.000 pessoas regressaram a Pequim. O governo ordenou que ficassem em casa por duas semanas e o município mobilizou 160.000 guardas para garantir o cumprimento dessa ordem.
Se a epidemia está recuando, não é porque fizessem rodar os moinhos de orações, é porque o povo chinês fez esforços gigantescos. Na Europa critica-se a China, tergiversa-se, “privilegia-se a economia” e, enquanto isso, a pandemia espalha-se. Em 2009, o vírus H1N1, que apareceu no México e nos EUA, infetou 1.600.000 pessoas e matou 284.000 em todo o mundo. Washington brilhou pela sua nulidade no tratamento dessa pandemia, e os media ocidentais olharam para o lado. Hoje, teremos que admitir que o nosso sistema está inoperante, enquanto o socialismo chinês demonstrou novamente a sua superioridade. Porque para combater tal ameaça, ainda é necessário ter um Estado. Mas onde está a nosso? A saúde pública é a sua prioridade? Seria capaz de construir novos hospitais, agora mesmo que está empenhado em destruir os que existem?
Num país onde a propriedade pública é negativa, onde os serviços públicos foram privatizados e desmantelados, onde o Estado é um refém voluntário dos meios financeiros, seriamos capazes de efetuar 10% do que os chineses têm feito? É verdade que em Pequim não se aplicam as regras neoliberais, os bancos obedecem ao governo, os bens públicos pesam 50% da riqueza nacional, o Estado obriga-se a cumprir e é julgado por 800 milhões de Internautas, quanto à sua capacidade de resolver os problemas, ele sabe que é responsável pelo interesse nacional, que o seu mandato só será renovado se provar com factos e não com palavras. Ditadura totalitária, este sistema?
Estranha ditadura, onde o debate é permanente, os erros denunciados, as manifestações frequentes, as instituições sujeitas a críticas. Será um regime totalitário, porque compele populações inteiras a uma contenção maciça que, segundo todos os especialistas, é a única medida eficaz? É sem dúvida um sistema imperfeito, mas funciona e tem em conta os seus erros. Enquanto no nosso país, a autossuficiência substitui a autocrítica, o denigrimento do outro substitui a responsabilidade e o blá-blá-blá permanente a ação eficaz.
O editorialista do “Le Monde”, esse corifeu da ciência, tem toda a razão: “é a falência de um sistema”. Salvo que o sistema em falências não é o que pensamos.

Equipe de especialistas chineses chega a Roma para ajudar a conter o coronaviru


 
Chegou a Roma um voo fretado transportando uma equipe médica chinesa de nove membros com todo o equipamento médico. Faz parte dos esforços da China para ajudar a Itália a conter o surto de Coronavírus. A equipa trouxe mais de 700 equipamentos, incluindo ventiladores, monitores e desfibriladores. Trouxeram também plasma de pacientes chineses recuperados. A equipa foi recebida por especialistas locais da Cruz Vermelha Italiana, funcionários do Ministério das Relações Exteriores da Itália e delegados da Embaixada da China na Itália. A equipa foi organizada pela Comissão Nacional de Saúde da China e pela Sociedade da Cruz Vermelha da China. É a terceira equipa de especialistas enviada ao exterior pelas autoridades chinesas, após as equipes enviadas ao Irão e ao Iraque.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Parábola para quem não entende as notícias



Porque sempre fora assim, por temor, devoção, ou desejo perverso de ser dominada, aquela família, proprietária das fazendas mais férteis da ribeira, era das que mais contribuía para a fartura da abadia. Era, diz-se bem, porque quando Simão tomou o lugar de seu pai, nem mais um serviço, moeda, alqueire, almude ou oração, saiu daquela casa para os rabos ou barrigas da igreja.
Claro que, juntamente com os seus, teve rapidamente a resposta esperada: hereges, danados,  almas do diabo, cacodoxos, malditos e outros nomes mais, além de ostracizados, amaldiçoados e devidamente excomungados.

Em conformidade com "os livros dos livros" das orações e regras dos mitras, seria justo, respeito pela fé de cada um, pelo direito que cada um tem ao que é seu, à sua vida e sua opinião mas não: clamado, pregado e com sentença, dito e redito dos púlpitos e altares, que nenhum freguês poderia comprar trigo daquelas terras, ai de alguém que lhes vendesse um grão de arroz, que ficasse mudo quem dirigisse aceno ou palavra aquela gente. Exceção se faria, apoio e acolhimento, a alguém da prole que confessasse arrependimento ou vontade de matar o patriarca.

Perante o afrontamento, a família de Simão reagiu unida e com orgulho, com o seu suor, a sua vontade, a sua razão, foi resistindo ao monstruoso poder que emanava das naves clericais. Não sem que a certa altura se começasse a notar que alguns rabos da família já não enchiam as calças, que algumas crianças traziam o pipi e pirilau ao léu, que com tamanha força não se notasse algum desânimo, que alguns sobrinhos mais manhosos não começassem a mexer os cordelinhos das ceroulas do abade e a denunciar  insatisfação.

Nas homilias já se podia demonstrar: vejam o que acontece a quem não obedece a Deus, vejam como estão sozinhos os que não ouvem os santos, vejam a miséria a que chega quem não traz pão nem vinho à igreja, morrem de fome os que não reconhecem a autoridade dos pastores do rebanho. Vós cristãos tendes o dever de dar a esmola a essa gente, convertei pela caridade os mais famintos, mostrai-lhes como são grandes as obras que andamos a fazer para elevar a torre e dotá-la de mais sinos.
Simão e os seus mandavam à merda estas oferendas e iam aguentando dizendo, a quem os pudesse ouvir, que tinham esperança que outras famílias boas a eles se juntassem contra os poderosos e pelo direito a não ter religião.

E como tais declarações, embora silenciadas nas assembleias, chegassem à sacristia, de imediato se fez um levantamento das famílias menos católicas e se decidiu intervir junto das mesmas, para que não tomassem o mesmo caminho e, a bem ou a mal, seguissem as orientações da santa madre igreja, trabalhassem muito, contribuíssem com oferendas, cultivassem a pobreza e a castidade ...
- Ai isso é que não! - disse o benjamim de Simão.

(dedicado aos povos que, hoje mesmo, resistem nas ruas às ofensivas do imperialismo)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Como se corneia uma notícia

A ativista portuguesa foi expulsa do Sara Ocidental

PELA POLÍCIA MARROQUINA!

É a informação canalha vinda de quem sabe o que está fazendo e desvirtua o sentido da notícia para proteger os criminosos que ocupam o Sara Ocidental.


As notícias surgem-nos assim, embaladas em papel pardo. Há que estar atento por que: