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sábado, 12 de maio de 2018

ONTEM, COMO HOJE


“Não existe hoje, na América imprensa livre e independente. Vós o sabeis tão bem como eu. Nenhum entre vós ousa escrever as suas opiniões honestas e vós sabeis muito bem que se o fizerdes elas não serão publicadas. Pagam-me um salário para que eu não publique as minhas opiniões e todos nós sabemos que se nos aventuramos a fazê-lo  nos encontraremos no “olho da rua”. O trabalho do jornalista é a destruição da verdade, a mentira patente, a perversão dos factos e a manipulação da opinião ao serviço das potências do dinheiro. Nós somos os utensílios obedientes dos Poderosos e dos ricos que na sombra puxam os fios. Os nossos talentos, as nossas faculdades e as nossas vidas pertencem a estes homens. Nós somos prostitutas do intelecto. Tudo isto vós o sabeis tão bem como eu!“ 

Jornalista celebre, num banquete em Nova Iorque quando lhe propuseram uma saúde à imprensa livre. Citação do: Labor,s Untold Story de Richard o. Boyer And Herbert Morais , NY.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Ser solidário



Largo Camões – Lisboa
(Metro Chiado)


Condenando o ataque dos EUA, do Reino Unido e da França contra a República Árabe Síria, na madrugada de 14 de Abril, e que contou com o expresso apoio da NATO, da União Europeia e de Israel, um conjunto de organizações promove um acto acto público pela paz e pelo fim da agressão à Síria, no próximo dia 19 de Abril, Quinta-feira, no Largo Camões, em Lisboa.

Esta agressão a um Estado soberano, em completo desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, e sob o pretexto de uma alegada utilização de armas químicas, até ao momento não comprovada, foi desencadeada quando a Síria e o seu povo têm obtido diversas vitórias face aos grupos terroristas – apoiados pelos EUA e diversos países seus aliados – e quando foram alcançados, pelo diálogo e esforços de vários países, importantes avanços no caminho da paz.

Significativamente, este ataque ocorreu horas antes de uma equipa de peritos internacionais terem, a convite do Governo sírio, iniciado o seu trabalho de investigação relativamente à alegada utilização de armas químicas, em Douma, a 7 de Abril.

O Governo português ao afirmar “compreender as razões” e a “oportunidade desta intervenção militar” associa-se a um acto de agressão, a uma clara violação do direito internacional.

No cumprimento dos seus princípios constitucionais e do direito internacional, Portugal deve condenar e exigir o fim da ingerência e agressão contra a Síria e contribuir para o encontrar de uma solução negociada e para a paz.

Quem efectivamente se preocupa com os direitos e bem-estar do povo sírio só pode exigir o fim de uma guerra de agressão que está na causa de milhares de mortos, de imenso sofrimento, de uma profunda destruição, de milhões de deslocados e refugiados, da dramática degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo sírio.

É premente a exigência do fim da guerra de agressão que desde há sete anos é imposta à Síria.

É premente a expressão da solidariedade para com resistência da Síria e do seu povo face à agressão externa.

A paz só será alcançada com o pleno respeito da soberania, independência e integridade territorial da Síria, dos direitos do povo sírio, incluindo o direito à paz.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Chamava-se Yasser Murtaja


Chamava-se Yasser Murtaja. Foi morto em Gaza baleado no estômago pelo exército de Israel. Yasser não se manifestava nem ameaçava alguém. Vestia um colete «PRESS» facilmente identificado. Os jornalistas britânicos Richard Colebouro, redator chefe na BBC e Liam O’Hare, reporter do The Guardian e The Independant, manifestaram o seu pesar. Além de Yasser foram mortos mais nove palestinos.

Israel bombardeou uma base aérea na Síria causando mortes e feridos, procurando mais uma vez oficializar a guerra nessa região.

Talvez esteja a abrir o seu próprio túmulo.


quarta-feira, 28 de março de 2018

Afirmações da desinformação manipuladora

Em Expresso curto de hoje, "informando" e comentando a (dita) "... crise russa – a maior, recorde-se, desde os tempos da guerra fria e da guerra fria, se tivermos em conta que nunca houve uma expulsão de diplomatas desta dimensão...":

É certo que o Governo é de maioria de esquerda

NÃO É,
 NEM NUNCA FOI!

segunda-feira, 19 de março de 2018

Um exemplo exemplar

De Como os media embelezam a revolta.


Os pensionistas manifestam a sua revolta contra Macron devido às medidas por ele impostas. A fotografia que ilustra a notícia é esfuziante.

Todos os meios de comunicação emitem nesta frequência, é mais que frequente.

sexta-feira, 9 de março de 2018

A Ponte Caiu — Caíram várias pontes entre as redacções e os cidadãos.



O fio comum das notícias da comunicação social a propósito de fissuras -detectadas na Ponte 25 de Abril em operações de manutenção é: 
-A ponte está em riscos de cair!
-O governo só após a notícia a sair numa revista desbloqueou as verbas para a reparar. 

De facto, após o alarme que vende, começou a vir à superfície parte da verdade menos comercial: as fissuras estão detetadas há seis anos, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil garante que a ponte está condições de utilização segura, não caiu e não cairá; o governo comunica que o processo de libertação de verbas decorreu dentro dos prazos normais para um caso que não exigia medidas urgentes. E que até se pode dar o caso de a revista anunciar a notícia porque soube que o governo desbloqueara as verbas e não o contrário, como os jornalistas quiseram fazer crer, para se apropriarem de louros que não tiveram… 

 A comunicação social lançou o alarme, atacou o governo e vendeu o produto. Podia ser só assim que já não era sério. A comunicação social não é um lançador de alarmes falsos, um acelerador de pânico, nem um instrumento de manipulação política. Ou é. É. 

O tratamento dado “à ponte que vai cair e o governo não a agarra” é ainda mais chocante, porque havia e há o que verdadeiramente é importante no caso e que a comunicação social deixou cair. Não caiu a ponte, mas caiu a máscara dos jornalistas. Em vez de uma explicação, gritam.

A notícia de necessidade de operações de manutenção da ponte levanta questões que os jornalistas deitaram fora, com os rebites que caíram: 

Não se lembraram de alertar os consumidores da sua informação que:

- apesar de as duas pontes sobre o Tejo na zona de Lisboa estarem concessionadas a uma empresa privada (Lusoponte), é o governo que surge como responsável pela manutenção e são os contribuintes que, além de pagarem as portagens, pagam a manutenção. Os jornalistas, em vez da ponte, deixaram cair as responsabilidades dos políticos que concessionarem (privatizaram) as pontes; 

- a notícia de que a ponte vai cair, levanta (levantaria se os jornalistas levantassem os olhos) a questão: e se cai mesmo? E se a Vasco da Gama também cai? Ficamos a saber que as entradas terrestres pela margem sul do Tejo estão na mão de concessionários que recebem as portagens e não as mantêm! — os jornalistas também deixaram cair esta notícia.

- mas desconfiamos (um jornalista devia desconfiar) que o contrato de concessão dos aeroportos — da ANA a uma empresa francesa — deve ser do mesmo tipo. A concessionária recebe as rendas e os contribuintes pagam para os aviões aterrarem e descolarem. Outro belo negócio. Os jornalistas interessaram-se por saber quem paga se os aeroportos deixarem de poder operar? 

- nas entradas por auto-estrada com as concessões deve passar-se o mesmo. Num dado momento descobrem-se umas fissuras e a Brisa e as Autoestradas do Atlântico chamam os jornalistas para lhes dizer que a responsabilidade é do governo. Os jornalistas abanam as orelhas e correm a escrever títulos garrafais: as pontes caem, os aeroportos fecharam à operação, as auto-estradas estão intransitáveis. A capital do país está isolada. O governo nada faz. Esquecer-se-ão de quem entregou infraestruturas estratégicas à sempre bem-vinda iniciativa privada e que, no fim, serão os contribuintes a pagar, porque as concessionárias se limitam a receber as rendas e portagens. 

- às pontes concessionadas, aeroportos e auto-estradas, podemos adicionar as barragens, as centrais elétricas, as redes de distribuição de energia, as redes de telecomunicações, os correios. Tudo concessionado. Quando abrirem fissuras, o contribuinte paga e os jornalistas lá estarão a fazer-nos olhar para o governo, para que este nos vá ao bolso. Os políticos concessionadores estarão nos conselhos de administração, ou a gozar dos rendimentos. 

A comunicação social concessionada e comissionada garante: é o governo.
Onde estão os outros?