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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

LUTAR, LUTAR e LUTAR


Vídeo com alguns momentos da Manifestação Nacional realizada no dia 15 de Novembro de 2018, em Lisboa.

Foi com a luta que resistimos às sucessivas ofensivas, defendemos e conquistamos direitos, melhoramos as nossas condições de vida e de trabalho. É com a luta que vamos avançar nos direitos; valorizar os trabalhadores; por um Portugal de progresso e justiça social.

domingo, 18 de novembro de 2018

Diz-me com quem andas…



O secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, quando das últimas eleições presidenciais venezuelanas, numa entrevista (ver vídeo) opinava que se devia apostar nas “posições  sensatas” de Henrique Capriles e que a vitória da direita era uma “expressão de normalidade”. Mas, quem é na realidade o líder opositor cujas posições políticas considera “sensatas?”.

O vídeo mostra a sensatez de Capriles e Iglesias.

Gente que nos quer governar


Pablo Iglesias prevê a vitória da oposição venezuelana, com as abordagens "sensatas" de Capriles
 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A mídia naturalizou o fascismo por Guilherme Scalzilli



Por Guilherme Scalzilli em 30/10/2018 na edição 1011

Tudo começou com o estranho ataque a Jair Bolsonaro. Numa rapidez incomum, os veículos de comunicação trataram de acatar não apenas a versão oficial, mas também a dos círculos próximos ao candidato. O ceticismo geral foi aplacado a golpes de moralismo civilizatório. A imagem da vítima dominou os espaços nobres do noticiário por semanas, garantindo exposição segura e positiva durante uma campanha marcada pela ausência do protagonista.

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domingo, 14 de outubro de 2018

Informar, inFormar e "informar"

Informo-ME, informa-TE, informem-SE, informemo-NOS, informai-VOS, informem-SE

O termo/conceito democracia tem origem na antiguidade clássica - na Grécia - e, tal como começou a ser usado em Atenas no século V a.c., é formado por duas partes: demos (“povo”) e kratós (“poder”, “governo”). Isto é, etimologicamente é o poder do povo.
Na nossa contemporânea idade, a democracia é (ou deveria ser) uma forma  de cada povo, enquanto grupo de cidadãos ("co-habitantes da cidade") identificado pela sua história e cultura, organizar o seu poder, se governar, fazendo prevalecer o interesse geral relativamente aos interesses particulares de parte desse povo (ou de outros). Como tal, a tomada de decisões responde(ria) à vontade geral expressa pela totalidade.
Na prática (actual mente), a democracia é/seria uma forma de governo e de organização de um Estado. Através de mecanismos de escolha directa, o povo elegeria os seus representantes para funções pré-determinadas e mandatos pré-estabelecidos, dos quais acompanharia o exercício que completaria e apoiaria a organização e participação directas.
Pode acrescentar-se que a democracia é a resultante organizativa da convivência social. De uma convivência em que todos os conviventes seriam livres e iguais perante a lei por eles adoptada, condicionados pelas relações sociais entre si estabelecidas.
No entanto, todo esta organização da sociedade humana está, e cada vez mais, condicionada pela informação que cada humano parcela do poder tem. Informação que recebe em casa, na escola, na convivência informal, que lhe é imposta por canais especializados em manipulação, no ambiente geral em que vive e que ultrapassa fronteiras num mundo sempre mais mundializado. 
Para o exercício (ou demissão) do seu poder insubstituível, cada mulher e cada homem tem a sua informação. De que deveria sentir-se estimulado/obrigado a diversificar e a não se deixar manipular, sob pena de estar a fazer uso perverso do seu poder. Que apenas seu é!

Vem esta reflexão/relambório a propósito de meu exercício, não direi quotidiano mas periódico, de revisitar as minhas habituais fontes de informação. Para daquela informação invasora que me entra - sem pedir sequer licença - no computador e no telemóvel, e da que é criteriosamente canalizada na TV. 
Assim, sendo eu a informação que tenho, procuro fontes de informação que ME informem. De diferentes e bem várias origens, mas há quatro que foram escolhidas (?) para rotineiras: todos os dias o jornal do canal 2 da RTP, às 5ª o avante!, às 6ª o Notícias de Ourém, aos sábados o Expresso.
E cá ME vou informando e, por vezes, vocifero com a "informação" que me... oferecem. Ao mesmo tempo que me sinto estimulado a berrar informem-SE, antes de informarem (ou "informarem") com a informação  que vos (a quem?) serve.
Ainda agora mesmo, numa selecção que semanalmente consulto, encontrei um exemplo:
No caderno "Economia" do Expresso, vejo sempre a selecção MUNDO nas duas penúltimas páginas


1. Angola - Xeque-mate aos garimpeiros
2. Reino Unido - Facebook
3. Alemanha - Previsão de crescimento (em baixa)
4. Estados Unidos - Google (suspensão)
5. Reino Unido - Apple (investimento em Dialog
6. China - não vai submeter-se aos EUA
7 - Arábia Saudita - desaparecimento jornalista saudita e investimento
8 - Espanha - entrada de banco de crédito ao consumo na bolsa
9 - Reino Unido - banca na gestão de patrimónios

É, esta semana, a informação seleccionada sobre o MUNDO. Deles. 
Anoto, entre muito que poderia anotar - a meu critério - a falta de informação sobre o Brasil e sobre a significativa reacção bolsista à previsão (só, para já!) do resultado das eleições do Brasil, e também a ausência, nesta MUNDO, de toda a América Central e Sul, do maior Estado do mundo, a Rússia e da Austrália/Nova Zelândia. Há um MUNDO a informar e um resto do mundo à espera de "informação" oportuna.  

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Jornalismo e democracia: construção e desconstrução

Jornalismo e democracia: construção e desconstrução

ELEIçõES 2018 > Falsa equivalência

No começo de agosto, uma pesquisa do Ibope Inteligência apontava o peso da informação jornalística nas eleições: 7 em cada 10 eleitores afirmavam que usariam as notícias para decidir seus votos: “Mesmo com o advento da internet, a pesquisa mostrou ainda que a mídia mais usada pelo brasileiro para se informar sobre política é a televisão (62%). Depois, vêm a mídia tradicional na internet (33%), redes sociais e blogs (26%), jornais impressos (17%) e rádio (17%)”.
Por Samuel Lima em 09/10/2018
Publicado originalmente em objETHOS.