.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

França: coletes amarelos autoproclamam-se presidentes e dão a Macron uma semana para convocar eleições.


Coletes amarelos na França


Tendo em vista as pressões que os governos da Alemanha, Espanha e França pretendem impor à Venezuela, os coletes amarelos, pronunciaram-se através de sua conta na rede social Twitter, exigindo a renúncia do presidente francês Emmanuel Macron, ao mesmo tempo, que lhes dão um ultimato, para que convoque eleições dentro de uma semana.

Da mesma forma, o movimento de massas questionou o presidente francês por ocupar mais tempo interferindo nos assuntos internos de outras nações, enquanto no seu país ignora os pedidos feitos por milhares de cidadãos, que asfixiam com suas políticas neoliberais.

"Coletes amarelos se autoproclamam presidentes da França após a XI semana de manifestações, e dão uma semana a Emmanuel Macron para convocar eleições na França, aprovar o RIC e responder ao povo pela repressão sofrida sob seu mandato", disse o movimento.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Nunca lutes com um porco...



«Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sempre sujo e, segundo, porque o porco gosta.»
Bernard Shaw

Foi com esta citação que João Ferreira respondeu à TVI que continua a campanha contra o PCP.


Um bom exemplo de como colocar a media no seu verdadeiro chafurdo.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A TVI portadora do vírus

Portugal tem sabido proteger-se do neofascismo que se expande na Europa, Brasil e não só, o que não agrada às TVI’s.

O Sindicato dos Jornalistas apresenta queixa contra a TVI devido a Mário Machado.

Sindicato dos Jornalistas apresenta queixa contra a TVI devido a Mário Machado

O Sindicato dos Jornalistas vai apresentar uma queixa contra a TVI junto do regulador e da Assembleia da República pela presença de Mário Machado, líder do movimento de extrema-direita Nova Ordem Social, num programa da TVI.
Mário Machado foi convidado para ir ao programa da manhã "Você na TV", no âmbito da rubrica "Diga-me de sua (In) Justiça" da responsabilidade de Bruno Caetano, que a TVI identifica como repórter.

"Precisamos de um novo Salazar?" era a pergunta de partida da conversa do programa, no qual Mário Machado defendeu a necessidade Portugal ter um novo ditador.

Num comunicado intitulado "Em nosso nome não!", publicado hoje na página da Internet, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) considerou "inqualificável o tempo e o espaço concedido pelo canal de televisão TVI a Mário Machado, conhecido líder da extrema-direita, várias vezes condenado e preso por diversos crimes".

"Os programas "Você na TV!" e "SOS 24", nos canais TVI e TVI24, respetivamente, deram voz a um racista explícito e um salazarista assumido, que defende o regresso de Portugal à ditadura e a quem foi dada a oportunidade de se dedicar ao branqueamento histórico, em sinal aberto e para um grande público, com pouco ou nenhum contraditório", sublinha o SJ.

No atual contexto europeu, escreve o SJ, "é fundamental que o jornalismo se exerça em defesa da democracia, sem a qual a liberdade de expressão não existiria".

"Esse mesmo contexto, de crescimento da extrema-direita, do populismo e do nacionalismo, impõe que os jornalistas reflitam sobre o papel que desempenham na eliminação do racismo, da xenofobia e da discriminação -- e, sobretudo, ajam em conformidade", lê-se no texto.
No entendimento do SJ, a opção da TVI foi "irresponsável" e, por isso, insta a que o canal a que pare de usar indevidamente o termo "repórter", que só deve ser aplicado a quem é, efetivamente, jornalista com carteira profissional.

Na nota, o SJ sublinha também que o "entretenimento -- que, por vezes, serve de refúgio para contornar regras e violar princípios -- também tem de respeitar a Constituição da República Portuguesa".
Nesse sentido, o SJ destaca que "todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei", "tendo todos o direito a expor ideias, o respeito pelos valores democráticos e pelos direitos humanos universalmente consagrados deve também ser obedecido por todos".

O SJ lembra também que, de acordo com a mesma lei fundadora (artigo 46.º), "não são consentidas (...) organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista" e, por isso, apela à Assembleia da República que se pronuncie, à luz deste artigo, sobre o caráter da Nova Ordem Social, organização política "nacionalista e patriota" liderada por Mário Machado.
O Sindicato adianta ainda que já pediu à Ordem dos Advogados que esclareça se "Mário Machado é 'advogado', como foi apresentado, e 'jurista', como o próprio se intitulou -- e a que título assim é considerado por uma classe profissional que também tem um código de ética que respeita a Constituição".

Devido a toda a situação, o SJ indica que vai apresentar queixa contra a TVI junto do regulador, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), e do legislador, a Assembleia da República, bem como pedir à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista que avalie eventuais procedimentos disciplinares e esclareça a TVI sobre a indevida utilização da palavra "repórter".

"A comunicação social -- os jornalistas e as direções e administrações dos órgãos de informação -- tem o dever de saber que a democracia também tem linhas vermelhas -- as da sua própria preservação. Não vale tudo em busca das audiências. Muito menos usurpar e desrespeitar toda uma classe e uma ética profissionais. Em nome nosso, não!", concluiu o SJ.

Na quinta-feira, a ERC anunciou que vai analisar queixas de vários telespetadores sobre a presença de Mário Machado no programa.
A presença de Mário Machado no programa levou também a associação SOS Racismo a exigir às autoridades responsáveis pela supervisão da comunicação social, bem como à tutela, que tomem medidas.

De uma entrevista

Como analisa a evolução do panorama dos media na era digital? Por um lado, a Internet abriu uma vasta via de espaço livre ou de plataforma independente. A Internet oferece um espaço contra-narrativo, ao qual os grandes media corporativos não prestam atenção. Mas, por outro lado, grandes monopólios digitais controlam o espaço digital. Como vê a situação? Quais são os desafios a enfrentar?

Os desafios são tão grandes quanto os povos o permitem. Os dados digitais são a nova corrida ao ouro do capitalismo; a vigilância digital é o novo adversário da democracia. Ambos diferem apenas na forma e na escala das infinitas variedades de poder a que os povos tiveram de resistir desde o início da história. Hoje, todos nós temos um pé no mundo digital; temos a Internet, que é poder. A maneira como aplicamos este poder, ao invés de o banalizar, depende da nossa vontade de adotar princípios imemoriais de resistência.

John Pilger  Entrevistado  (aqui)  por Jipson John e Jitheesh P.M