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quarta-feira, 28 de março de 2018

Afirmações da desinformação manipuladora

Em Expresso curto de hoje, "informando" e comentando a (dita) "... crise russa – a maior, recorde-se, desde os tempos da guerra fria e da guerra fria, se tivermos em conta que nunca houve uma expulsão de diplomatas desta dimensão...":

É certo que o Governo é de maioria de esquerda

NÃO É,
 NEM NUNCA FOI!

segunda-feira, 19 de março de 2018

Um exemplo exemplar

De Como os media embelezam a revolta.


Os pensionistas manifestam a sua revolta contra Macron devido às medidas por ele impostas. A fotografia que ilustra a notícia é esfuziante.

Todos os meios de comunicação emitem nesta frequência, é mais que frequente.

sexta-feira, 9 de março de 2018

A Ponte Caiu — Caíram várias pontes entre as redacções e os cidadãos.



O fio comum das notícias da comunicação social a propósito de fissuras -detectadas na Ponte 25 de Abril em operações de manutenção é: 
-A ponte está em riscos de cair!
-O governo só após a notícia a sair numa revista desbloqueou as verbas para a reparar. 

De facto, após o alarme que vende, começou a vir à superfície parte da verdade menos comercial: as fissuras estão detetadas há seis anos, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil garante que a ponte está condições de utilização segura, não caiu e não cairá; o governo comunica que o processo de libertação de verbas decorreu dentro dos prazos normais para um caso que não exigia medidas urgentes. E que até se pode dar o caso de a revista anunciar a notícia porque soube que o governo desbloqueara as verbas e não o contrário, como os jornalistas quiseram fazer crer, para se apropriarem de louros que não tiveram… 

 A comunicação social lançou o alarme, atacou o governo e vendeu o produto. Podia ser só assim que já não era sério. A comunicação social não é um lançador de alarmes falsos, um acelerador de pânico, nem um instrumento de manipulação política. Ou é. É. 

O tratamento dado “à ponte que vai cair e o governo não a agarra” é ainda mais chocante, porque havia e há o que verdadeiramente é importante no caso e que a comunicação social deixou cair. Não caiu a ponte, mas caiu a máscara dos jornalistas. Em vez de uma explicação, gritam.

A notícia de necessidade de operações de manutenção da ponte levanta questões que os jornalistas deitaram fora, com os rebites que caíram: 

Não se lembraram de alertar os consumidores da sua informação que:

- apesar de as duas pontes sobre o Tejo na zona de Lisboa estarem concessionadas a uma empresa privada (Lusoponte), é o governo que surge como responsável pela manutenção e são os contribuintes que, além de pagarem as portagens, pagam a manutenção. Os jornalistas, em vez da ponte, deixaram cair as responsabilidades dos políticos que concessionarem (privatizaram) as pontes; 

- a notícia de que a ponte vai cair, levanta (levantaria se os jornalistas levantassem os olhos) a questão: e se cai mesmo? E se a Vasco da Gama também cai? Ficamos a saber que as entradas terrestres pela margem sul do Tejo estão na mão de concessionários que recebem as portagens e não as mantêm! — os jornalistas também deixaram cair esta notícia.

- mas desconfiamos (um jornalista devia desconfiar) que o contrato de concessão dos aeroportos — da ANA a uma empresa francesa — deve ser do mesmo tipo. A concessionária recebe as rendas e os contribuintes pagam para os aviões aterrarem e descolarem. Outro belo negócio. Os jornalistas interessaram-se por saber quem paga se os aeroportos deixarem de poder operar? 

- nas entradas por auto-estrada com as concessões deve passar-se o mesmo. Num dado momento descobrem-se umas fissuras e a Brisa e as Autoestradas do Atlântico chamam os jornalistas para lhes dizer que a responsabilidade é do governo. Os jornalistas abanam as orelhas e correm a escrever títulos garrafais: as pontes caem, os aeroportos fecharam à operação, as auto-estradas estão intransitáveis. A capital do país está isolada. O governo nada faz. Esquecer-se-ão de quem entregou infraestruturas estratégicas à sempre bem-vinda iniciativa privada e que, no fim, serão os contribuintes a pagar, porque as concessionárias se limitam a receber as rendas e portagens. 

- às pontes concessionadas, aeroportos e auto-estradas, podemos adicionar as barragens, as centrais elétricas, as redes de distribuição de energia, as redes de telecomunicações, os correios. Tudo concessionado. Quando abrirem fissuras, o contribuinte paga e os jornalistas lá estarão a fazer-nos olhar para o governo, para que este nos vá ao bolso. Os políticos concessionadores estarão nos conselhos de administração, ou a gozar dos rendimentos. 

A comunicação social concessionada e comissionada garante: é o governo.
Onde estão os outros? 


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Onde está a solidariedade de classe

Na América Latina, nos primeiros 35 dias deste ano, foram assassinados sete jornalistas.

Nem uma simples referência na media nacional; caçam-se jornalistas como quem caça coelhos e os seus congéneres portugueses, não manifestam o mínimo pesar. Até um dia!
Três mexicanos, dois brasileiros e dois guatemaltecos. Nesta região, em 2017, - onde não há guerra – foram assassinados em nove países, 42 trabalhadores da media. Desde 2016 até hoje registaram-se 437 assassinatos na América Latina.

Hoje dia 6 em Acapulco, quando almoçava num restaurante com o marido, Pamela Montenegro de 36 anos, foi baleada. A comunicadora apresentava temas políticos em forma de sátira.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Será que um ditador poderia desejar melhor? Andre Vltchek


Será que um ditador poderia desejar melhor?

Toda a população do Império, ou quase, pensando da mesma maneira!

A população é educada nas escolas e as equipas universitárias são compostas por docentes, professores submissos e covardes.

A população é informada por centenas de milhares de jornalistas e analistas servis. Não há praticamente nenhuma diferença do discurso oficial.

Parabéns, Império Ocidental!

Tu conseguiste onde outros falharam. Tu obtiveste a quase total e absoluta obediência e disciplina e, total servilismo. Melhor ainda, a maioria das pessoas pensam que se autocontrolam, acreditam que são livres de escolher, que podem decidir.

Estão convencidas de que sua a civilização é a maior civilização que a Terra já conheceu