.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Médias e informação: é tempo de virar a página.



«A realidade é aquilo que nós consideramos ser verdade.
O que consideramos ser verdade é aquilo em que acreditamos.
Aquilo em que acreditamos é baseado nas nossas percepções.
Aquilo de que nos apercebemos depende do que procuramos.
O que procuramos depende do que pensamos.
O que pensamos depende daquilo de que nos apercebemos.
Aquilo de que nos apercebemos determina aquilo em que acreditamos.
Aquilo em que acreditamos determina o que consideramos ser verdade
O que consideramos ser verdade é a nossa realidade.»

Má informação, Sedentarismo cultural e obesidade intelectual


Viktor DEDAJ


Si un boucher nous empoisonnait en nous vendant de la viande avariée, les consommateurs que nous sommes n’accepteraient jamais l’idée que «  les choses sont comme ça » et qu’il ne nous resterait plus qu’à trouver un autre fournisseur. Mais lorsqu’une journaliste du New York Times ment sciemment sur les armes de destruction massive en Irak - et participe à l’extermination d’un million et demi d’Irakiens innocents - elle se voit simplement «  remerciée » et l’affaire est classée dans le casier «  déontologie ». Ici, l’impunité est quasi-totale et même revendiquée par la profession journalistique au nom d’une «  liberté » qu’elle se garde bien de définir avec précision.


Ler aqui

sábado, 16 de setembro de 2017

Jornalista de todo mundo uni-vos

Carlos William Flores

Os profissionais mais perseguidos em todos os continentes são, sem quaisquer dúvidas, os jornalistas. A informação quando objetiva é a arma mais contundente na denúncia dos tiranetes e dos senhores do mundo. Para os que não aceitam as múltiplas pressões do dia a dia, o assassinato é o aviso final.

Nas Honduras foram assassinados 71 jornalistas desde 2013, e na sequência deste genocídio profissional, Carlos William Flores do Canal 22 de Omos, foi baleado com a sua acompanhante, numa emboscada, ao regressar de uma reportagem para o seu programa “sem cabelos na língua”.

É mais um crime entre muitos, dirão alguns. O que se me torna difícil de aceitar, é que uma classe de tamanha importância na defesa da liberdade individual e coletiva, não se solidarize através das suas associações com estes seus camaradas de profissão. A não ser nas redes sociais, raramente se noticiam estes atentados à liberdade de que muitos falam, mas poucos a defendem.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O jornalismo deixou de existir...

«O jornalismo deixou de existir, o que existe são ativistas políticos submetidos aos interesses do imperialismo. É uma tragédia prenúncio de outras maiores manter e desmobilizar os povos da luta pela paz menosprezar ou criticar os que a defendem. As guerras passadas foram precedidas de intensa propaganda belicista contra alegados agressores.»
(Foicebook)

sábado, 26 de agosto de 2017

Grécia 1967 - Filipe Diniz

Grécia 1967

Há 50 anos um dos jornais do salazarismo dava a seguinte notícia: «Os turistas que desejem visitar a Grécia devem apresentar-se barbeados e não terem cabelos compridos – decidiu o governo grego» (DN, 11.05.1967). O governo grego em causa saíra poucos dias antes do golpe fascista dos coronéis. Acerca do qual um jornal clandestino escrevia: «De novo, como nos anos trágicos do domínio de Karamanlis, milhares de democratas […] foram lançados nas prisões, submetidos a violências inauditas, ameaçados de morte» (Avante! Nº 378, Maio 1967).

Os golpes do passado ajudam a entender os do presente (os realizados ou as tentativas em curso). Na Grécia dos anos 60, como em qualquer outro lugar do mundo nos dias de hoje, a primeira coisa a averiguar será o que fazem os EUA. O que na altura pensavam (D.A. Schmitz, «The United States and Right-Wing Dictatorships, 1965-1989») era que para a Grécia existia um «consenso» que nunca deveria ser rompido: a exclusão dos comunistas; o papel da monarquia; a integração na NATO. Caso tal consenso fosse posto em causa uma das hipóteses a considerar seria a «imposição de um regime autoritário como meio para restaurar a ordem política.» Tal ameaça não vinha só dos comunistas, vinha de Giorgios Papandreou, «um cripto-comunista». Logo nos primeiros meses após o golpe, 6188 comunistas e outros democratas foram detidos ou exilados, 3500 foram presos em centros de tortura. Muitas dezenas de milhares permaneceram longos anos em campos de concentração.

Passado um mês sobre o golpe o presidente Johnson dirigiu-se ao novo governo: «A Grécia é hoje livre e próspera», «os EUA felicitam-se pelo papel assumido em salvar a Grécia da agressão e do totalitarismo.»
50 anos depois, que há de diferente? O Avante! é legal e o DN não falaria só de cabelos compridos: uma parte dos seus colunistas não deixaria de insultar o PCP por condenar essa «salvação da Grécia da agressão e do totalitarismo

Filipe Diniz


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Distorção da realidade

No incessante chorrilho de desinformação e distorção da realidade sobre a Venezuela, amplamente propalada nos meios de comunicação social dominantes, é repisada até à exaustão a enganadora ideia de que o presidente e governo venezuelanos estão a desrespeitar a Constituição venezuelana, sendo a sua salvaguarda apresentada como púdico propósito das ditas «oposição» e «comunidade internacional». Nada mais falso. (ler mais aqui)