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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Google, Trump e o futuro da propaganda



Quando, há cerca de um mês, Donald Trump venceu as presidenciais estado-unidenses, a maioria dos órgãos de comunicação social do planeta constataram que não tinham uma única boa explicação para o sucedido. Então, num espectáculo de leitura constrangedora, milhares de comentadores, colunistas e «especialistas» fizeram o que sabiam: perguntaram à Internet uma qualquer variante de «por que venceu Trump?» e deixaram que o Google desse a resposta. O resultado foi uma avalanche de notícias falsas e explicações desprovidas de base científica: não, não foram os operários do Cinturão da Ferrugem quem deu a Casa Branca a Trump; é mentira que os trabalhadores mais pobres se tenham virado para o Partido Republicano e todas estatísticas que atribuem o ónus à cor da pele, ao sexo ou à habilitação literária esquecem-se de que Mitt Romney perdeu as eleições de 2012 com mais votos do que Trump e um eleitorado idêntico. Mas, com este péssimo exemplo de informação desinformada, a comunicação social da classe dominante conseguiu, acidentalmente, revelar um dos segredos da vitória de Trump: a Internet como arma de desinformação individualizada.
Num excelente trabalho de investigação do The Guardian, publicado na semana passada, a jornalista Carole Cadwalladr constata que o Google parece querer conduzir-nos para sites de neofascistas, portais de notícias falsas e organizações de direita. O Google é, hoje em dia, sinónimo de Internet. Um gigante que, em menos de vinte anos, conquistou o monopólio da gestão do conhecimento digital do mundo, controlando, a 63 mil pesquisas por segundo, a hierarquia das nossas fontes e, consequentemente, a nossa percepção sobre o que é verdadeiro e o que é falso. Quando, por exemplo, escrevemos no Google (em inglês) «por que é que os comunistas…», o motor de busca sugere que completemos a pergunta com: «por que é que os comunistas são maus?», «por que é que os comunistas são odiados», etc. apresentando de imediato dezenas de sites ligados à extrema-direita dedicados à produção de notícias falsas. No contexto português, se perguntarmos «em que partido votar», o Google conduz-nos para as peças mais proselitistas do Observador e a «testes» que, mesmo respondendo com as posições do PCP, insistem que devemos votar no Bloco de Esquerda.

Micro-propaganda

O Google, à semelhança do Facebook, do Twitter e de outros gigantes da Internet, não revela a mecânica do seu algoritmo, pelo que é impossível saber ao certo por que razão nos conduz para uma página e não para outra, mas a campanha de Trump demonstrou que o futuro da propaganda passa por compreender o nebuloso funcionamento da Internet.
Foi na Internet, e não na televisão, que Trump fez propaganda. Com o estratega neofascista Steve Bannon e a sua equipa de físicos e engenheiros da Analytica, a campanha de Trump desenvolveu 50 mil perfis individuais de eleitor, permitindo aquilo a que se pode chamar micro-propaganda: anúncios personalizados em função do que o Google, o Facebook e o Twitter sabem sobre nós. E estas empresas garantem saber quem nós somos. Da mesma forma que a Internet às vezes parece saber de que produtos ou marcas gostamos, a campanha de Trump sabia, com um grau de certeza sem precedente histórico, quem estava desempregado, quem era operário, quem era negro, quem estava grávida, quem tinha um seguro de saúde dispendioso, etc.
Outra inovação da micro-propaganda digital é a sua natureza dinâmica. Ao bombardear os eleitores com propaganda personalizada, é possível gerar níveis de interacção que alteram o nosso perfil na Internet, convencendo o Google de que «gostamos» dessa opção política. Um dos feitos mais impressionantes da campanha de Trump foi gerar uma nuvem de centenas de sites de propaganda, notícias falsas e depósitos de «conteúdos» sem qualquer credibilidade capazes, no entanto, de competir de igual para igual com gigantes como a CNN. O segredo destes sites consiste precisamente em surgir primeiro nos motores de busca explorando o que a Internet pensa que somos.
De uma prisão fascista, António Gramsci parecia ver a lonjura dos nossos tempos: «o velho mundo está a morrer e o novo luta por nascer: este é o tempo dos monstros», escreveu. Os efeitos cognitivos e ideológicos da apropriação capitalista da Internet, ainda na infância histórica, têm o potencial de multiplicar os monstros e reduzir o que nós somos ao que a Internet pensa que somos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Manipulação grosseira de informação sobre a Síria

Esta manipulação não surge por trabalho jornalístico dos jornalistas da SIC, mas sim porque são peças enviadas pela CIA para os orgãos de comunicação social para tentar manipular a opinião pública.
É PROPAGANDA DA CIA.
Aleppo está em guerra há mais de 4 anos, é uma cidade completamente destruída e sem as necessidades básicas garantidas, querem convencer-nos de que nada há, nem electricidade mas há internet de grande velocidade que permite aos supostos civis publicarem vídeos e aceder às redes sociais...
Mais curioso é ver como os supostos civis falam inglês fluente e não com sotaque árabe, mas com sotaque dos EUA.
Podem reparar na diferença de sotaque entre o suposto cidadão de Aleppo que aparece no vídeo e a jornalista síria, conhecida internacionalmente como "Sirian Girl" e percebem a diferença na dicção / sotaque. 



retirado daqui

Ler fotografias


(descrição e análise aprofundada (aqui)

A fotografia tem algo de irreal, de composição. Gandia (algemada) e as pessoas que aparecem são secundárias. A imagem dá-nos um instante da atuação do Estado com a amplitude dos meios contra o terror, que não tem cara, é um vulto negro e ameaçador.
“… vemos que a imagem deixou de ser notória da realidade, não há neutralidade descritiva da foto, especialmente pela sua transformação digital que a manipula facilmente.”

Podemos ver as múltiplas interpretações que sugere a fotografia da jihadista detida, que não é verdadeira mas é verosímil. Um dos mandamentos da nova ordem visual.

sábado, 10 de dezembro de 2016

A universalidade do fait divers - Jean Baudrillard

 




“O que caracteriza a sociedade de consumo é a universalidade do fait divers na comunicação de massa. Toda a informação política, histórica ou cultural é recebida do mesmo modo, ao mesmo tempo anódina e miraculosa do fait divers. Ela é totalmente atualizada, ou seja, dramatizada em forma de espetáculo – e completamente inatualizada, ou seja, distanciada pelos media da comunicação, e reduzida a sinais. O fait divers, não é, portanto, uma categoria entre outras, mas A categoria cardinal do nosso pensamento mágico, da nossa mitologia. […] O quotidiano como cerco seria insuportável sem o simulacro do mundo, sem o álibi de uma participação no mundo. […] “Vivido” a este nível, o consumo faz da máxima exclusão e do mundo (real, social, histórico) o maior índice de segurança. Ele visa o padrão de felicidade e reduz as tenções.”

La Société de Consommation, Gallimard, 1970

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Nós [jornalistas] prostituímos o nosso intelecto – John Swinton


Em Nova Iorque, no jantar de despedida a 25 de setembro de 1880, o célebre jornalista John Swinton, editor do New York Times, irritou-se quando lhe propuseram fazer um brinde à liberdade de imprensa.

«Nos Estados Unidos não existe imprensa livre e independente e vocês queridos amigos sabem tão bem quanto eu. Nenhum de vós ousaria dar abertamente a vossa opinião pessoal e, sabem muito bem que se o fizerem, eles não a publicam. Pagam-me um salário para que eu não publique as minhas opiniões e todos nós sabemos que se a isso nos aventurássemos seriamos postos na rua. O trabalho do jornalista é destruir a verdade, mentir descaradamente, perverter os factos e  manipular a opinião ao serviço do poder financeiro. Nós somos os instrumentos obedientes dos Poderosos que dos bastidores nos manejam como marionetas. Os nossos talentos, as nossas faculdades e as nossas vidas pertencem a esses homens. Nós prostituímos o nosso intelecto. Tudo isto vocês sabem tão bem quanto eu!»

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Eles estão cá, basta ver os escritos clonados para saber quem são.



Porque este blogue dá especial atenção aos media, reproduzimos extratos de “Rede de Propaganda” editado pelo ODiario.info (aqui)

Rede de Propaganda

Dois úteis artigos recordando a actividade da CIA, praticamente desde a sua fundação, na manipulação da informação nos EUA, nomeadamente através da inclusão de jornalistas e editores nas suas folhas de pagamento. Não será de modo nenhum especulativo afirmar que essa manipulação se ampliou à escala global, e não admira que o mesmo suceda com as folhas de pagamento. Não é isso, afinal, que se sente quando se lêem ou ouvem certos jornalistas e comentadores no nosso país?

«… breve resenha histórica de como, no auge da Guerra Fria, a CIA criou o seu próprio elenco de escritores, editores e publicistas (que cresceu a ponto de incluir 3000 indivíduos) que pagava para rabiscarem propaganda da agência no quadro de um programa chamado Operação Mockingbird. Essa rede de desinformação era supervisionada pelo falecido Philip Graham, anterior editor do próprio jornal de Timberg, o Washington Post.»
«A CIA tem tido jornalistas na sua folha de pagamentos praticamente desde a sua fundação em 1947, facto estridentemente reconhecido pela própria Agência quando em 1976 - altura em que G.H.W. Bush assumiu a sua direcção sucedendo a William Colby – anunciou que “a partir deste momento a CIA não assumirá qualquer relação remunerada ou contratual com qualquer correspondente jornalístico, a tempo parcial ou a tempo inteiro, acreditado em qualquer serviço noticioso dos EUA, jornal, periódico, radio, rede ou estação de televisão”.
Embora esse anuncio destacasse que a CIA continuaria a “acolher com simpatia” a cooperação voluntária, gratuita, de jornalistas, não há qualquer razão para acreditar que a Agência cessou efectivamente os pagamentos por baixo da mesa ao Quarto Poder.
A sua prática anterior a 1976 nesta matéria está de algum modo documentada. Em 1977 Carl Bernstein abordou o tema na Rolling Stone, concluindo que mais de 400 jornalistas tinham mantido algum tipo de associação com a Agência entre 1956 e 1972.
Em 1997 o filho de um conhecido alto responsável da CIA nos seus primeiros tempos afirmou enfaticamente - embora off the record – a um membro de CounterPunch que o poderoso e malévolo colunista Joseph Alsop estava, “evidentemente, na folha de pagamentos”.

A manipulação da imprensa foi sempre uma preocupação emblemática para a CIA, tal como para o Pentágono. No seu Secret History of the CIA publicado em 2001, Joe Trento descreveu como em 1948 o agente da CIA Frank Wisner foi nomeado director do Gabinete de Projectos Especiais, em breve renomeado Gabinete de Coordenação de Políticas (Office of Policy Coordination - OPC). Este tornou-se o ramo de espionagem e contra-informação da CIA, e em primeiro lugar na lista de funções que lhe foram atribuídas estava “propaganda”.
Mais tarde no mesmo ano Wisner montou uma operação com o nome de código “Mockingbird” visando influenciar a imprensa doméstica norte-americana. Recrutou Philip Graham do Washington Post para gerir o projecto a partir do interior dessa indústria. Trento escreve que “Um dos mais importantes jornalistas sob o controlo da Operação Mockingbird era Joseph Alsop, cujos artigos eram publicados em mais de 300 jornais.” Outros jornalistas dispostos a promover os pontos de vista da CIA incluíam Stewart Alsop (New York Herald Tribune), Ben Bradlee (Newsweek), James Reston (New York Times), Charles Douglas Jackson (Time Magazine), Walter Pincus (Washington Post), William C. Baggs (Miami News), Herb Gold (Miami News) and Charles Bartlett (Chattanooga Times).
Por alturas de 1953 a Operação Mockingbird tinha influência preponderante sobre 25 jornais e agências de notícias, incluindo New York Times, Time, CBS, Time. As operações de Wisner eram financiadas pela transferência de fundos destinados ao Plano Marshall. Algum deste dinheiro era utilizado para subornar jornalistas e editores.“

No seu livro Mockingbird: The Subversion of the Free Press by the CIA, Alex Constantine escreve que nos anos 50s, “uns 3,000 empregados assalariados ou contratados pela CIA estavam de algum modo empenhados em tarefas de propaganda”.»

domingo, 4 de dezembro de 2016

Solidários com Julian Assange, pelo muito que lhe devemos


ONU rejeita apelo do governo britânico sobre Assange
– Esta notícia foi omitida pelos media corporativos e o vídeo já foi retirado da internet.
por Christoph Peschoux

No dia 30 de Novembro de 2016 as Nações Unidas rejeitaram a tentativa de recurso do Reino Unido contra a decisão de Fevereiro da ONU em favor de Julian Assange.

A decisão portanto mantém-se em vigor e exige ao Reino Unidos e à Suécia que ponham um fim imediato à detenção de Julian Assange e lhe conceda compensação monetária.

No ano passado as Nações Unidas concluíram o longo processo de 16 meses no qual o Reino Unido era uma das partes. O Reino Unido perdeu, recorreu e hoje perdeu outra vez. A ONU instruiu o Reino Unido e a Suécia da darem passos imediatos para assegurar a liberdade, proteção e desfrute de direitos humanos fundamentais do Sr. Assange. Nenhuns passos foram tomados, pondo em perigo a vida, a saúde e a integridade física do Sr. Assange, além de minar o sistema das Nações Unidas de proteção de direitos humanos.

Agora, as Nações Unidas consideraram que o pedido do Reino Unido de revisão desta decisão (apresentado em 24 de Março) era inadmissível. Assim, o Reino Unidos chegou ao fim da estrada na sua tentativa de derrube da decisão. Como membro do Conselho de Segurança e do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, o Reino Unido deve respeitar seu compromisso para com as Nações Unidas e libertar o sr. Assange imediatamente. Agora, mais do que nunca, é necessário liderança moral. Manter a detenção efectiva do sr. Assange (a qual em 7 de Dezembro de 2016 fará seis anos) só servirá para dar sinal verde a abusos futuros contra defensores do discurso livre e dos direitos humanos.

O Sr. Assange declarou: "Agora que todos os recursos estão esgotados espero que o Reino Unido e a Suécia cumpram suas obrigações internacionais e deixem-me livre. É uma injustiça óbvia e grotesca deter durante seis anos alguém que nem sequer foi acusado de qualquer delito".

Excerto do
Comunicado de Imprensa da ONU :
"O grupo de peritos da ONU também considerou quatro pedidos de revisão de opiniões anteriores, apresentados pela República Árabe do Egipto, o Estado do Kuwait e o
Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte . O Grupo de Trabalho concluiu que os pedidos não cumprem as condições para uma revisão tal como estabelecido no parágrafo 21 dos seus métodos de trabalho e que portanto não eram admissíveis.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A informação, propaganda e comunicações electrónicas



XX Congresso do PCP
intervenção sobre informação e comunicações

O mundo vive uma acentuada agudização da luta de classes. No plano ideológico e comunicacional a ofensiva imperialista, apoiada na rede de multinacionais da comunicação, assume enorme dimensão, com o objectivo de mistificar a natureza exploradora e opressora do capitalismo e ocultar o ideal e o projecto comunista.
No nosso País, o controlo pelo capital monopolista dos principais meios de comunicação, que se impõe denunciar e combater, fez deles um poderoso instrumento de dominação ideológica.

Na nova fase da vida política nacional, apesar das limitações do Governo PS, intensificou-se a ofensiva para reverter o processo em curso de defesa, recuperação e conquista de direitos dos trabalhadores e do povo, e para tentar impedir que se criem condições para a política patriótica e de esquerda de que o país precisa e para o reforço do Partido.
Do arsenal dessa ofensiva ideológica releva o anticomunismo e a promoção desmedida dos cucos que visam tapar o PCP e sua intervenção.
A sistemática ocultação, discriminação, deturpação e caricatura do Partido na comunicação social dominante, num coro afinado e comandado de longe, tem impacto negativo na consciência política dos trabalhadores e do povo.
A pregação mediática da mentira organizada, das inevitabilidades e da resignação, a promoção de conteúdos e protagonistas ao serviço do grande capital impõem o esclarecimento, a denúncia e o protesto.

E exigem ao Partido uma intervenção junto da comunicação social, persistente, cuidada e dirigida, no plano político e ideológico, repondo a verdade e afirmando as nossas posições, propostas e iniciativas.
Relativamente a outras forças políticas, a informação e propaganda do Partido assume os elementos distintivos da nossa base teórica, identidade e projecto e da nossa experiência revolucionária.
O PCP tem critérios de rigor e verdade e procura que, no conteúdo e na forma - escrita, fixa, audiovisual ou electrónica - a acção de informação e propaganda seja clara, impressiva, oportuna e eficaz, uma ferramenta de esclarecimento e ligação às massas e à sua luta, de intervenção e reforço do Partido.
E deve ser uma tarefa de todo o Partido, dos organismos responsáveis, centrais e regionais, e de todos os militantes, uma tarefa que tem avançado, mas que é necessário melhorar, potenciando recursos, forças e saberes, e articulando com os avanços da organização.

Neste quadro de mistificação ideológica e discriminação informativa, é ainda mais decisivo que a mensagem do Partido seja concretizada em tempo útil, para esclarecer as atoardas do grande capital e dos seus instrumentos.
As acções e campanhas nacionais de propaganda têm grande importância na unificação da intervenção do Partido, mas é também muito importante a informação das células e organizações de base aos trabalhadores e às populações, intervindo nos problemas concretos.

Por exemplo, na campanha «mais direitos, mais futuro, não à precariedade», é necessário ir ainda mais fundo na denúncia das iniquidades em tantas empresas, com efeitos positivos na luta, na vida dos trabalhadores e no prestígio do Partido.
E é uma questão central, de defesa de direitos constitucionais e dos interesses dos trabalhadores, prosseguir o combate às discriminações, ilegalidades e tentativas de impedir a liberdade de acção e expressão do Partido e a sua propaganda.
As comunicações electrónicas via Internet, são controladas por transnacionais, o que tem de ser desmascarado e combatido, mas ainda assim, são um meio de intervenção importante na comunicação, informação e propaganda do Partido.
Esta é uma direcção de trabalho que não pode ser ignorada nem absolutizada e que coloca exigências específicas, que vamos continuar a aprofundar e estruturar.
O sítio do PCP na Internet e outras páginas na rede têm de alargar o seu papel na divulgação da intervenção do Partido. Importa potenciar o que existe, avaliar capacidades e experiências nas redes sociais, envolver o colectivo e continuar a avançar.

É necessário formar quadros, avançar na informação para grupos específicos, garantir a coerência da mensagem e articular a presença do PCP na internet com a intervenção dos comunistas nas redes sociais, assumindo as posições do Partido e alargando a sua influência.
Para que se concretize em Portugal uma política patriótica e de esquerda, no rumo da democracia avançada e do socialismo.
Viva o Partido Comunista Português!