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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Uma campanha exemplar



A BANDEIRA DA JUSTIÇA E DA ESPERANÇA
A intervenção de Edgar Silva como candidato à Presidência da República consubstanciou-se por um elevado nível de intervenção cívica onde a justiça social e o bem comum foram bandeira.

Edgar Silva e o Partido Comunista Português assim como os militantes e apoiantes devem orgulhar-se pelo esforço desenvolvido e pela coerência das propostas do candidato assim como do coletivo que o propôs.

Os resultados obtidos não podem nem devem ser motivo para qualquer tipo de autoflagelação, compreender a envolvente do candidato Edgar Silva nesta campanha requer um esforço superior ao facilitismo das críticas que posteriormente lhe possam ser atribuídas.

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«Não quem venceu; só quem nunca se deu por vencido – eis o vencedor!»
Luandino Vieira in o Livro dos rios.

A banalização do jornalismo



Espanha: A banalização do jornalismo
22 de Janeiro de 2016


O jornalismo adultera-se quando se põem no mesmo plano o espectáculo, o entretenimento e o discurso do público. O cão de guarda da democracia converte-se no cachorro malabarista do mercado.
Existe a percepção de que os noticiários da televisão degradaram a sua agenda, na qual predominam os eventos e os desportos, enquanto a informação geral é abordada de forma descontextualizada, através de uma sequência de imagens e títulos alinhavados em unidades muito breves. Essa perda de qualidade, relacionada com a prevalência do espectáculo, estende-se ao resto dos media. Paradoxalmente, quando os meios tecnológicos permitem integrar maior quantidade de informação e o acesso às fontes é muito mais fluido, verifica-se o obscurecimento do jornalismo.
(Bernardo Díaz Nosty)

domingo, 24 de janeiro de 2016

Sabonetes e democracia

“Uma estação que tem 50% de share vende tudo, até o Presidente da República! Vende aos bocados: um bocado de Presidente da República para aqui, outro bocado para acolá, vende tudo! Vende sabonetes!”.»
Emídio Rangel 1997

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Marcelo e os media: das contradições e do populismo à manipulação pura e dura - Fernando Correia



Marcelo e os media:
das contradições e do populismo à manipulação pura e dura
19 de January de 2016


O que não faltam no quotidiano das salas de redacção são professores – isto é, antigos ou actuais docentes dos vários níveis de ensino – sejam eles directores, comentadores, analistas, cronistas, jornalistas, fotógrafos, operadores de câmara, informáticos, etc. Mas conhecido por “o professor” só há um. Ele. Só que o currículo do mestre na sua ligação aos media tem muito pouco de magistral – antes pelo contrário. (Fernando Correia)

“O professor”

Apesar de o cognome de Marcelo Rebelo de Sousa (M.) se dever em grande parte à sua assumida intenção de explicar a política aos outros, julgo interessante registar o depoimento de uma jornalista que foi sua aluna há duas décadas na Faculdade de Direito de Lisboa. Eis extractos de um recente texto online de Mafalda Anjos, directora adjunta da Visão.
“Gostava de dar boas notas e, também assim, ‘comprar’” a popularidade que granjeava na Faculdade. Fazia questão de corrigir algumas dezenas de testes, para sentir o pulso à classe. Mas era tão mãos-largas nas notas que até os próprios assistentes subalternos consideravam tal generosidade estupidamente despropositada, e não o escondiam. Para quem quisesse perceber, ficava logo ali bem claro que, com Marcelo, as coisas nunca são o que parecem. Elogiar não é o mesmo que apoiar? Fumar não é o mesmo que inalar? Na cabeça de Marcelo, claro que não. É possível, de facto, dizer tudo e o seu contrário, sempre com um enorme sorriso na cara. (…) Embora adorado pelos alunos, e de longe o professor mais popular da Faculdade no meu tempo (…) nunca foi uma referência entre a doutrina em matéria de direito constitucional. (…) Sempre que me lembro de Marcelo e dos tempos da faculdade, recordo o elogio mais demolidor que alguma vez ouvi sobre alguém: ‘Gosto muito de o ouvir. Costumo concordar sempre com ele, sobretudo nos assuntos que não conheço bem’”.

“Teria de ser muito estúpido”

A relação próxima de M. com a tv tem sido muito falada, tendo em conta, nomeadamente, os últimos anos de presença dominical na TVI. Mas é preciso lembrar que o seu contacto com o público através da palavra e da imagem vem dos anos 90, com presença regular aos microfones da Rádio Renascença e da TSF. Depois veio a tv, entre 2004 e 2005 na TVI, entre 2005 e 2010 na RTP e logo a seguir novamente na TVI, assim consumando uma longa utilização dos media enquanto instrumento de notoriedade e de promoção pessoal. A sua acusação aos candidatos adversários de que, ao contrário do que acontece com ele, não se lhes conhece a posição sobre esta ou aquela situação ocorrida no passado, reveste-se de pouca seriedade e muita hipocrisia.
O apego de M. ao megafone televisivo não tem nada de desinteressado e tem muito de interesseiro. Interrogado, em devido tempo, sobre a sua permanência na tv na hipótese de vir a ser candidato, M. não hesitou na resposta: “teria de ser muito estúpido, e apesar de tudo as pessoas reconhecem-me alguma inteligência, para, podendo ter uma tribuna, até ao verão ou Outono do ano que vem, sendo as eleições em Janeiro de 2016, decidir abandonar essa tribuna um ano antes”. O certo é que só nas vésperas do anúncio da candidatura viria a deixar a preciosa “tribuna” (“lugar elevado de onde falam os oradores” e “os pregadores”, diz o Houaiss).
Realmente, estúpido não será; mas fica à liberdade do leitor escolher outros termos definidores do perfil da criatura.
O vergonhoso caso do Semanário
A ligação mais profunda de M. com os media foi na imprensa, desde logo no Expresso. Num texto tido como elogioso (Sol, 2.1.16) recorda-se que o semanário “era muitas vezes uma arma política” e que “Marcelo chegava a escrever notícias sobre si mesmo”; “inova na forma como se faz jornalismo em Portugal”, pondo, por exemplo, no verão de 1979, “jornalistas a percorrer praias e festas em busca de intrigas sociais.” Em 1981 entra para o governo presidido pelo dono do Expresso, e então, já “do outro lado da barricada do jornalismo político, servia de porta-voz de Balsemão e promovia fugas de informação selectivas para os jornais. Era uma das fontes do então jovem jornalista Paulo Portas.”
Terminemos com a evocação – e não é a primeira vez que o faço, praticamente com as mesmas palavras – de uma história edificante sobre a ligação de M. à imprensa.
Em Novembro de 1983 saía o primeiro número do Semanário (criado por M. e, entre outros, Daniel Proença de Carvalho e José Júdice) em cujo Estatuto Editorial se fazia solene profissão de fé na “liberdade”, na “Pátria”, na “bondade e dignidade do Estado”, na “unidade nacional”, na “iniciativa privada”, na “sociedade das ideias”, no “orgulho da História”, no “reencontro de um sentido espiritual como forma de ter fé na vida”, numa “informação que seja o resultado do rigor no profissionalismo” e numa “opinião que seja livre e tenha mérito”.

Mas as coisas não eram bem assim.

Treze anos volvidos, numa prosa evocativa da efeméride (“Semanário, 13 anos”, in Semanário, 30.11.96), o presidente do conselho de administração no tempo da fundação – M., pois claro – veio confessar e vangloriar-se de que, afinal, por detrás daquelas palavras estava “um projecto político militante”; que o que se pretendia com o jornal era “contestar o Bloco Central e preparar uma alternativa de centro e direita ao Partido Socialista liderante e ao Presidente da República em funções”; e que, “politicamente, o Semanário cumpriu a sua missão”, na medida em que, nomeadamente, “contribuiu decisivamente para a queda do Bloco Central, para a ‘Nova Esperança’ e a subida ao poder de Aníbal Cavaco Silva”, e “em 1987 viu completado o seu desígnio na maioria absoluta do PSD, corolário da luta de anos”.
Manipulação pura e dura, pois, de um candidato a Belém que, sabiamente, Paquete de Oliveira classificou como “um sagaz malabarista que faz do sofisma a maneira mais hábil para esconder a mentira ou a contradição” (Público, 16.1.16).

Fernando Correia
19 janeiro 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O JornaliXo que temos


Na página aberta às suas divagações a Dona Teresa de Sousa dispara flores para o seu amado e para os restantes candidatos faz floreados verbais, ignora Edgar da Silva e refere Jerónimo de Sousa e o PCP como se este fosse o candidato.  Quatro linhas num 'finalmente'.

É uma apreciação deslocada e torpe que define o profissionalismo e o caráter da Dona Teresa.

A Dona Teresa é manhosa

 
Comício na FIL, domingo 17 com Edgar Silva