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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O JornaliXo que temos


Na página aberta às suas divagações a Dona Teresa de Sousa dispara flores para o seu amado e para os restantes candidatos faz floreados verbais, ignora Edgar da Silva e refere Jerónimo de Sousa e o PCP como se este fosse o candidato.  Quatro linhas num 'finalmente'.

É uma apreciação deslocada e torpe que define o profissionalismo e o caráter da Dona Teresa.

A Dona Teresa é manhosa

 
Comício na FIL, domingo 17 com Edgar Silva

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dos truques da imprensa portuguesa

Para quem lê jornais, ouve rádios e vê televisões, há uma regra de ouro: não há acasos.
Nada acontece, nada é dito, nada é mostrado por acaso. Cada foto é escolhida meticulosamente e com um objectivo concreto. Seja para mostrar alguma coisa, seja para a esconder.
Depois de ter usufruído de um Especial Domingo, Marcelo Rebelo de Sousa usufrui também da fotos simpáticas e de um ataque feroz aos seus adversários, através de fotos que lhes penaliza a imagem. Vejam a diferença.
É, claro, um truque da imprensa portuguesa. E dos grandes.
da página facebook - truques da imprensa portuguesa

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Marcelo e seus acólitos - Ribeiro Cardoso



Marcelo e seus acólitos
8 de Janeiro de 2016


Muito se tem escrito, ultimamente, sobre Marcelo Rebelo de Sousa enquanto candidato a Belém. Mas tudo o que se diga é pouco, pois o homem, espertíssimo e descarado, há anos que se anda a preparar para esta corrida na convicção de que a verdade é irrelevante e o fundamental é a simpatia e a propaganda. Com a ideia feita de que água mole em pedra dura tanto dá até que fura. E a convicção de que somos um povo de brandos costumes, reverente perante o chico esperto e desconfiado perante o rigor e a seriedade. A que acresce a aura de catedrático. Mesmo que seja do embuste.
Porém, a generalidade dos analistas e comentadores de serviço, tem-se esquecido de abordar um ‘pequeno’ pormenor que é da maior importância e a mim muito incomoda: o papel que os media em geral e alguns jornalistas em particular, ao longo dos anos desempenharam como muletas de Marcelo. (RC)

Com sinceridade, admito que um ou outro desses jornalistas não tivesse plena consciência do seu lamentável papel concreto, do qual depois, discretamente, se afastaram.
Refiro-me, obviamente, àqueles profissionais da informação, alguns dos quais com créditos firmados na classe, que, durante anos a fio, participaram nas missas dominicais – expressão feliz de Mário Mesquita – ao lado do oficiante.
Não para fazerem perguntas ao palrador principescamente pago, não para o contraditarem – apenas para dar a aparência de um programa de informação (tais missas estiveram sempre integradas nos Telejornais). Coisa que não poderia ser mais falsa e enganadora.
Os acólitos, por norma, limitavam-se a meter uma bucha de quando em vez e assistiam, prazerosos e silenciosos, à opinião do padre. Coniventes com as escolhas dos temas a ‘debater’ e com as análises e comentários do sacerdote sobre a situação política do país, assistiam seraficamente às classificações do professor sobre tudo e todos, políticos incluídos.
Já no período final do espectáculo, o grande comentador, que na melhor das hipóteses tinha lido as badanas, apresentava 10 ou 15 livros (convenientemente seleccionados) que, às centenas, as editoras se apressavam a enviar na esperança de uma publicidadezinha; destacava e elogiava as mais diversas associações espalhadas pelo país e pela diáspora; aplaudia desportistas de todas as especialidades e regiões que tivessem obtido bons resultados; e por aí fora, sem esquecer, em muitos casos, as despudoradas cenas da entrega, aos seus compinchas televisivos travestidos de jornalistas, de pequenas e simbólicas  prendas.
Quando tais missas terminavam, padre Marcelo recolhia à sua residência paroquial e, organizado e noctívago, contabilizava, no seu livro de campanha presidencial, os ganhos obtidos, as populações tocadas/sensibilizadas, os autores referidos, os políticos que chibatara e aqueles a quem passara a mão pelo pêlo.
Punha-se também ao telefone madrugada dentro, trocando opiniões cúmplices. Consta até que, brincalhão, numa noite em que foi  à Festa do Avante, a alguns terá dito citando Ary dos Santos: “Isto vai, meus amigos, isto vai”. E logo de seguida, para, como tanto gosta, dar um ar de democrata e de esquerda qb, terá citado de cor, com uma pequenina gargalhada mefistofélica, uma parte de um belo e conhecido poema do grande Ary, embora introduzindo no último verso uma levíssima, mas significativa, alteração:
“Serei tudo o que disserem,
por temor ou negação:
Demagogo   mau profeta
Falso médico   ladrão
Prostituta    proxeneta
Espoleta   televisão.
Serei tudo o que disserem:
Político castrado  não!

Porém – e nesta história há muitos poréns – existe um pequeno senão: a careca começou a ser posta à mostra de forma sistemática. E apesar do simpático ar de cordeiro assumido despudoradamente, a campanha eleitoral muito tem trazido ao de cima – e muito vai continuar a expor, pois há registos televisivos, radiofónicos e escritos que outros candidatos têm trazido a lume, recorrendo a esse tesouro tantas vezes esquecido que se chama memória. Para que se não possa vender gato por lebre.
Voltando à televisão: simpático, entretendo e enganando o pagode na presença de profissionais da informação transformados em ‘entretainers’ complacentes, o espectáculo durou décadas – não porque de comentário isento e sério se tratasse, mas porque as audiências eram altas e a publicidade uma mina para as empresas televisivas onde o artista, bem pago, actuava. O programa foi interrompido, só e apenas, pela ambição irresistível de Marcelo em chegar a Belém.
Convencido por vozes amigas (entre as quais as de muitos inimigos…) e pelas sondagens, candidato concluiu que a sua corrida à Presidência eram favas contadas. Julgo bem que se enganou, mas a ver vamos.
Porém, se acontecer aquilo que penso e desejo, não será pelos efeitos de episódios tipo sopa Vichissoise que obrigou Portas a engolir. Ou por cuspir noutra sopa, a de Balsemão, seu patrão no semanário “Expresso”, jornal onde o apelidou alegremente de “Lelé da Cuca”…
Resumindo: se acontecer o que espero e desejo, é porque a campanha em curso serviu e está a servir para, nas suas sombras e nas suas luzes, mostrar o real carácter de Marcelo. E este ‘real’ que aqui aplico não tem nada a ver com o facto do candidato ao mais alto cargo da República Portuguesa, ser, há anos Presidente da Fundação Casa de Bragança – criada por vontade de D. Manuel II, o último rei de Portugal, com a assinatura de Salazar. Embora contribua para mostrar uma certa esquizofrenia marcelística, que quer sempre ser uma coisa e o seu contrário.
Na verdade, a sua história pessoal e política, aparentemente de grande êxito, é demasiado frágil e enganadora. Prestigiado catedrático de Direito, simpático, bem falante, popular graças à rádio (TSF) e televisão (RTP e TVI), este homem traz dentro de si, marcada a fogo, a instabilidade e a pouca seriedade política. Intelectualmente muito válido, como a muitos acontece por esse mundo fora não passa de um irrequieto e simpático enganador que, para seu mal, vive na espuma dos dias e, ao contrário do que diz, mentindo, o homem que quer substituir em Belém ( “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas“), Marcelo também não tem dúvidas mas quase sempre (se) engana…
Com uma agravante: desabituado que está a ser contraditado, ontem à noite, no debate televisivo com Sampaio da Nóvoa, perdeu a fleuma e o ar superior, enervou-se publicamente como nunca se vira, ficou encostado às cordas. Falta de treino, pois claro.
É a vida.
Ribeiro Cardoso

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Manifesto - Não Matem o Mensageiro



ManifestO

'Não Matem o Mensageiro'

A contradição é aparente: na sociedade em que tudo é encenado, o Teatro está a morrer. Mas se a política, a rotina e a vida é teatralizada, se nos secundarizam num personagem menor, ou mero espectador, porque interessa tão pouco a arte do teatro?

O poder baniu a verdade dos jornais e das televisões, dos orçamentos e dos procedimentos concursais, instituindo um imenso monopólio de mentiras fingidas e verdades dissimuladas que imita o teatro e que, ao mesmo tempo, o destrói. Aos poderosos não interessa a intensidade da verdade transbordante e a emoção palpável do palco, cuja natureza teatral é assumida. Prefere a ilusão do real, a informação espectáculo, o entretenimento entorpecedor. Importa por isso combater o fingimento dos falsos com teatro genuíno, responder à Sociedade do Espectáculo de Debord com o Teatro do Oprimido de Boal. Nem todo o teatro precisa de ser político. O nosso será.

  NÃO MATEM O MENSAGEIRO é um grupo de Teatro Político português, nascido já com a sanha de espicaçar o contraditório. De questionar e fazer pensar, que de nada serve o teatro que não serve para pensar. Rejeitando ser os bobos da corte burguesa, também recusamos navegar nas inofensivas águas mornas da arte pela arte. Porque para representar farsas esdrúxulas e ficções mirabolantes já bastam banqueiros e ministros, dizemo-lo bem alto e com cristalina claridade, que também no teatro vale a pena lutar.

Como Augusto Boal “refletimos sobre o passado e ensaiamos a sua transformação no presente para inventarmos o futuro”. Como Bertold Brecht, queremos “estimular o desejo de compreender o mundo e o prazer de o transformar”. Se na luta entre as classes não há espectadores, sejamos juntos os seus actores.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Pacheco Pereira e os ‘media’

As regras do “novo” jornalismo que abandona a mediação pela “leitura” da rede e a pretensa “participação” nela, acabam por substituir uma actividade crucial na democracia por um reforço da demagogia. (José Pacheco Pereira)

sábado, 9 de janeiro de 2016

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

do blog anónimo séc.xxi (informação)

Esclarecimento sobre questão no debate Edgar-Marisa

Recebemos este mail, que esclarece uma questão delicada, e se reproduz:

«No debate de Marisa Matias com Edgar Silva levantou-se o problema do sentido de voto daquela eurodeputada na resolução que abriu caminho à intervenção na Líbia.
A eurodeputada pôs termo ao diferendo com a recomendação de consulta da acta.

Consultando a acta, afinal, vê-se que «Matias» votou a favor.
No Parlamento Europeu, em março de 2011, foi votada uma resolução imediatamente entendida como o abrir caminho para uma intervenção militar na Líbia (Resolução RC-B7-0169/2011, de 10/03/2011).
Essa resolução, além do seu evidente caráter geral de ingerência, continha um parágrafo decisivo (§ 10), aí incluido para justificar, legitimar e promover a intervenção militar, inseparável, como no Iraque, do objetivo do controlo do petróleo líbio.
O respetivo parágrafo, ao solicitar aos Estados-membros e à Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança a disponibilidade para a consideração da imposição de uma zona de exclusão aérea (com a justificação demagógica de impedir o regime de atacar a população civil), incentivou e desencadeou a posterior intervenção militar, e a sua cobertura pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, visto que, como todos perceberam, não se poderia impor uma zona de exclusão aérea sem o intermédio de meios militares.
Na verdade, a "zona de exclusão aérea" foi o pretexto para a agressão militar, para os mísseis, a aviação e o bloqueio naval dos EUA, França, Reino Unido, Canadá e da NATO, para o bombardeamento de populações inocentes, o apoio às forças revoltosas, a deposição do regime e a precipitação do país num caos infernal de que nunca mais saíu, de guerra de facções armadas, fundamentalismos religiosos e conflitos tribais, terrorismo e tráficos ilegais, perseguições e generalizada violação dos direitos humanos, repressão dos direitos cívicos e sociais, destruição da economia nacional e vagas massivas de refugiados que, para sobreviver, fogem do país e da guerra, aportando nomeadamente à Europa.
O fatídico parágrafo foi tão polémico que foi previamente votado à parte. A Marisa Matias, tal como os eurodeputados do PCP, votaram contra. Mas a posição foi muito minoritária e o parágrafo não foi retirado da resolução.
A resolução, com a inclusão do parágrafo crucial, foi então submetida a votação final e aprovada com o voto favorável da Marisa Matias, que nem sequer se absteve, e o coerente voto contra dos eurodeputados do PCP.
A resolução final aprovada, com o parágrafo aí disposto para abrir caminho à intervenção militar, contou inequivocamente com o voto favorável (nem sequer a abstenção) da Marisa Matias. Ao contrário do que esta afirmou e reiterou no debate televisivo com Edgar Silva, que tinha razão.

(cf. Resolução RC-B7-0169/2011, de 10/03/2011, § 10:
resultado da votação na p. 6:


Obrigado, amigo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Observadores estrábicos

Novo Banco. João Galamba ao lado do BE na nacionalização
4/1/2016, 17:31475 PARTILHAS
O vice-presidente da bancada parlamentar do PS põe-se ao lado do Bloco de Esquerda na solução para o Novo Banco, defendendo a sua manutenção na esfera do Estado e defende que há alternativa à venda.
·         Catarina Falcão
João Galamba, deputado e porta-voz do PS, foi rápido a responder à esquerda e põe-se ao lado do Bloco de Esquerda e do PCP, defendendo que o Novo Banco se deve manter sob o controlo do Estado. “A existência de um sistema bancário composto essencialmente por bancos privados criou um problema. Convém evitar que as regras europeias criem novos problemas”, defende o socialista, mostrando-se crítico das atuais diretrizes europeias.
Num artigo de opinião publicado no site do jornal Expresso, João Galamba, responsável nacional do PS pela comunicação, afirma que a “socialização dos custos” na queda de um banco “nunca pode ser totalmente eliminada” porque esta atividade não é possível sem uma “garantia implícita do Estado e dos contribuintes”. Por isso, e contra as normas europeias agora em vigência, Galamba defende, tal como BE e PCP, que bancos como o Novo Banco “devem ser tratados como bancos públicos e vendidos apenas se e quando o Estado os quiser vender”.
Se o Estado for obrigado a vender, então as regras deixarão de ser apenas sobre recuperação e resolução bancária, passando a constituir uma forma inaceitável de penalização da propriedade pública. (…) O Estado pode não ter alternativa a intervir, mas tem de ter alternativa a vender”, escreveu João Galamba.
Na linha deste artigo, também Jorge Costa, dirigente do Bloco de Esquerda, escreve esta segunda-feira no esquerda.net, site oficial do partido, questionando qual é a maioria que o PS vai seguir na resolução do Novo Banco. O dirigente bloquista afirma que se trata de um “projeto político” e que António Costa vai precisar de “instrumentos fortes de banca pública” para condicionarem todo o sistema bancário. “É por isso que o Novo Banco não deve ser vendido”, afirma o bloquista, consubstanciando a exigência da manutenção do Novo Banco na esfera pública, condição apresentada por Catarina Martins para a viabilização do Orçamento Retificativo.

Também o PCP é a favor da manutenção deste banco por parte do Estado, com o Comité Central do partido a insistir no final de dezembro que “a melhor solução para o Novo Banco, que o colocará de facto ao serviço da economia nacional e das famílias portuguesas, é ficar sob controlo público e não ser vendido a um ou mais grupos privados”, segundo noticiou a Lusa.


AH!