sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Estratégias de governos e do Pentágono
CURADORIA
DE NOTÍCIAS
Estratégias
de governos e do Pentágono
Aumenta a pressão
internacional sobre a mídia independente
02/12/2015
na edição 879
Duas importantes tendências no
exercício do jornalismo em diversas partes do mundo foram identificadas e
detalhadas por organizações de direitos civis nos Estados Unidos e publicadas
em sites como a rede Global
Investigative Journalism Network e o Journal
of Democracy.
As duas tendências são o aumento das
pressões de governos sobre organizações da sociedade civil e o uso pelo
Departamento de Defesa dos Estados Unidos de órgãos da imprensa em países
afetados pelo terrorismos em estratégias publicitárias contra entidades como o
Estado Islâmico e a al Qaida.
Segundo a Global Investigative
Journalism Network, entre 2004 e 2010 mais de 50 países, especialmente na
África e Ásia endureceram as restrições impostas a organizações não
governamentais (ONGs) como controle de doações vindas do exterior. As ONGs
preocupadas com direitos humanos e liberdade de informação e expressão foram as
mais duramente atingidas.
Estas limitações coincidiram com a
tendência identificada por Douglas Rutzen, num artigo onde ele analisa a
relação entre as estratégias publicitárias do Pentágono e o aumento dos
subsídios a emissoras de rádio, jornais locais e sites na internet em países
como Síria, Iraque, Etiópia, Irã, Líbano, Afeganistão, Paquistão e emiratos,
contrários ao Estado Islâmico. O artigo “Authoritarianism Goes Global (II):
Civil Society Under Assault”, publicado pelo Journal of Democracy, destaca
o caso da Etiópia, que passou a controlar severamente todas as iniciativas de
imprensa independente , inviabilizando a cobertura jornalística das atividades
dos serviços secretos norte-ameircano neste pais africano.
Publicamos a seguir extratos (em inglês)
do informe “The Pentagon, Propaganda and the Independent Media”, publicado pelo
Global Investigative Journalim Nertwork:
The U.S.
Defense Department has long had an uneasy relationship with independent media.
On the one hand, it needs the trusted voice of media to portray U.S. military
activities in a positive light, both to maintain the support of citizens at
home and to help fight its battles abroad. And to the extent that U.S. military
intervention serves as a lever to encourage and create democracies, the support
of free and independent media in those countries should be part of the plan. On
the other hand, an unfettered media may be critical of the U.S. military and
its allies, making its operations more difficult, losing it support at home or
overseas, and even giving comfort to the enemy.
Such
tensions came into sharp focus during the heat of the U.S. military’s
participation in the wars in Iraq and Afghanistan when the U.S. military felt
the need to use media to shape the battlefield. While the U.S. State Department
and USAID, as well as European governments and NGOs, were working to create
free and independent media outlets in these countries, the U.S. military’s
information operations at times were at odds with their efforts.
Concern
mounts over “an increasing shift away from supporting genuinely independent
media towards what might be termed counter-propaganda”
A report
issued by the Center for International Media Assistance in 2010, The Pentagon, Information
Operations, and International Media Development, covered in great detail
information operations activities of the Department of Defense (DoD) that
caused tensions and difficulties for independent media and its developers. The
activities included creating “good news” stories under fictitious bylines and
placing them in media in Iraq; paying handsome sums to fledgling radio stations
in Afghanistan to run military messaging, in some cases eroding their
credibility; creating eight news and information websites targeting global
conflict regions, an action thought by some to have veered way too far into the
realm of public diplomacy, the province of the State Department or the Broadcasting
Board of Governors. These and other activities occurred while—and perhaps
because—the information operations apparatus at DoD was becoming an octopus
with tentacles in a dozen agencies, with no one person in charge, and a budget that was nearly
impossible to track and parse.
O texto integral do informe “The
Pentagon, Propaganda and the Independent Media”, pode ser acessado aqui.
O texto integral do artigo
“Authoritarianism Goes Global (II): Civil Society Under Assault” está disponível aqui.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Para garrotar a verdade
Prioridade do governo de extrema-direita:
Concentração em Buenos Aires na emblemática “Plaza de
Mayo” pela defesa da “Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual”, denominada
também como a “Lei dos Mídia”.
Ainda mal se ajeitou na poltrona do Poder, a direita
revanchista coloca de imediato na mira o controlo da informação.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
A astúcia como jornalismo
E as
eleições municipais na Arábia Saudita
Com o título-cilada
de que a democracia avança no país mais retrógrado e mais adorado por Obama,
Hollande, Blair & CIA, nos intestinos da notícia podemos cheirar um pequeno
quase nada da liberdade vigente: As mulheres «Ainda não podem conduzir, mas já podem defender programas
políticos – desde que
falem escondidas atrás de uma divisória ou que um homem fale por elas.»
- No
interior da notícia -
«No sábado, os sauditas foram às urnas apenas pela
terceira vez em meio século, para preencherem os pouco relevantes cargos nas
divisões municipais. “A participação nas eleições de sábado não ultrapassou os
25%; os novos representantes municipais pouco mais podem fazer do que gerir a
recolha de lixo e cuidar de jardins”»
sábado, 12 de dezembro de 2015
Já ninguém liga aos rankings das escolas a não ser os jornais
Os rankings das escolas surgiram há uns anos atrás com um propósito básico: promover o ensino privado. Só isso explica que uma comunicação social, que apenas dispensa espaço à educação quando há uma intoxicação alimentar ou o álcool dum chouriço assado na cantina chamusca os cabelos duma adolescente, dê tanta manchete ao assunto.
Os anos foram passando, os resultados foram sendo tratados à medida de cada um. O lugar nas tabelas diz muito pouco, contradiz as verdades duns anos para os outros e já ninguém dá grande importância ao tema porque se vai comprovando que a ordenação das escolas por notas de exames não serve para nada, porque o ensino não é bem a mesma coisa duma corrida de cavalos.
Apenas os jornais continuam a tentar impingir a conclusão que se quer tirar à força: o ensino privado é melhor que o ensino público. E, por isso, os títulos e os estudos apenas incidem sobre esse termo de comparação. Nunca ousarão lembrar-se em comparar escolas urbanas com escolas de província, escolas do centro com escolas da periferia, escolas de gente abastada com escola de gente modesta, escolas da parque escolar com escolas sem condições físicas, escolas expostas ao sol com escolas sombrias, nem sequer escolas privadas onde se paga bem com escolas privadas com contrato de associação. Não, a única comparação que lhes ocorre é: escolas cujo dono é alguém e escolas cujos donos somos todos.
Uma escola com os melhores resultados nos exames só por acaso poderá ser a melhor escola - fica aqui dito.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Crítica da autocrítica
Crítica
da autocrítica
Reflexões
para «sair por cima» depois de alguns erros
Rebelión/Universidad
de la Filosofía
De
pouco serve uma autocrítica puramente confessional se aquilo
que é preciso é corrigir, no todo ou em parte, uma acção falhada.
Ou muitas. Necessita-se de uma abordagem correcta que abranja tanto o
objectivo como o subjectivo nas suas proporções relativas e nas
suas relações dialécticas. Requerem-se consciência, ciência e
programa. Não é preciso sentir-se compungido quando “se
mete a pata na poça”, o que está errado, por ser inútil, é a
imobilidade, o conformismo ou a auto-comiseração. Também não
chega “bater no peito”.
O
vicio mais frequente nas “autocríticas” acaba por ser o
subjectivismo. Muitas das considerações, predominantemente
subjectivas (e aí inclui-se a «autocrítica»), cometem o erro
inicial de se basearem no caracter abstracto que produzem os erros e
o defeito de impedir que se parta daí, para o concreto na superação
de cada problema ou erro. Não basta «sentir-se mal» e encontrar
«desculpas», uma autocrítica socialmente útil exige acção
imediata e rectificação concreta e nada disso se consegue sem um
programa antecedente e um programa de soluções. Um programa
científico. Cada erro tem a sua história e é necessário
identificar as raízes de un passo equivocado que podem
inclusivamente chegar à própria origem da metodologia de acção e
suas referências filosóficas. Por isso, a autocrítica, como parte
imprescindível do método de acção, deve ser permanente, dinâmica
e eficaz… exige um treino rigoroso e não admite condescendências
nem auto-complacências. Nada fácil.
A
autocrítica, com método científico, compreende diagnósticos,
qualitativos assim como quantitativos, permanentes, com plasticidade
e velocidade de aplicação à prova de desânimos, desleixos ou
ineficiências. A autocrítica deve, inclusivamente formar parte das
tarefas de planificação e deve desenvolver-se, sempre, um passo à
frente da acção. Se se deixa para trás a autocritica, é caso para
alarme de autocrítica de emergência. Não poucos projectos e
experiências quotidianas requerem uma equipa especializada em
autocritica, com um programa de monitorização permanente, capaz de
exercer a responsabilidade de corrigir erros de maneira imediata.
Acontece também que se requeira um programa de valorização crítica
dos contributos vindos de outras frentes de críticas dirigidas aos
nossos projectos. A crítica da crítica.
Um
programa científico para a autocrítica exige dos seus responsáveis
um compromisso, consensual e inquestionável, com os fundamentos,
objectivos, métodos e alcance de um projecto. Todos os desvios podem
ter sérias consequências. Não se aceita qualquer cumplicidade com
a ineficiência. Um tal programa, frequentemente esquecido no
desenvolvimento de projectos, pode bem ser uma ferramenta formidável
para alcançar êxitos fundamentais, mas não é uma sua garantia
absoluta. É necessário recordar sempre que os êxitos dependem não
só dos programas e factores como o acaso ou a moral da luta, que são
indispensáveis e inevitáveis, têm zonas dificilmente
quantificáveis mas não impossíveis de medir.
Um
programa científico para a autocrítica requer consenso nas suas
bases e nos seus passos. De pouco serve uma autocrítica unilateral e
solipsista. Requere definição precisa do “erro”, de seus
antecedentes, do seu desenvolvimento e das suas consequências.
Requere uma descrição detalhada e consensual sobre, e com, os
envolvidos… valorização exacta dos custos e dos tempos,
explicação precisa do “custo” afectivo ou moral e definição
meticulosa de prazos e recursos com que será reparado o “erro” e
um plano concreto para se obter a concordância dos envolvidos. A
acção directa.
A
autocrítica científica não é uma dádiva, nem uma concessão,
filhas da “boa fé” ou de certas culpas funcionais. Trata-se de
um salto qualitativo da consciência na práctica e trata-se de um
compromisso profundo com a dialéctica dos projectos e do seu êxito,
colectivo e consensual. É uma ferramenta necessária para socializar
os erros e convertê-los em forças. É uma ferramenta poderosa para
separar o tratamento dos erros de qualquer campo abstracto para os
elevar ao terreno do concreto, à vista de todos, e com o benefício
da corresponsabilidade nas soluções. Não é um reduto ou emboscada
para dar as boas vindas aos erros, é uma arma para lhes dar
categoría de sujeitos de conflito na dinâmica da transformação
social e, a partir daí, saber definir o seu lugar na luta de classes
que é o seu marco permanente de referência. A dialéctica.
Por
isso todos necessitamos da autocrítica como ferramenta para a luta,
para o trabalho e para a vida quotidiana. Como ferramenta social para
a nossa militância, para sermos melhores lutadores sociais,
melhores pessoas, melhores exemplos no que nos corresponda ser
responsáveis para a transformação do mundo e a emancipação da
humanidade. Para superar o capitalismo sem cometer erros e, se
«metemos a pata na poça», corrigi-los correctamente e
de imediato. Em colectivo. Dentro e fora, do macro ao micro.
Dr.
Fernando Buen Abad Domínguez
Universidad
de la Filosofía
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
TV EM QUESTÃO
TV EM QUESTÃO
O agendamento da violência
O efeito
“cascata” na cobertura dos atentados terroristas
Por Taís Teixeira em 07/12/2015 na edição 879
É notável que os atentados em Paris
(14 de novembro) trouxeram o tema terrorista à tona. O agendamento do tema nos
veículos e nos meios de comunicação foi torrencial, cada qual explorando um
conjunto de aspectos ou todos às voltas requentando as mesmas características
sem apresentar grandes variações.
O fato é que o medo, o pavor, o ódio
e a incompreensão formam os sentimentos mais aflorados com a cobertura que
ficou massivamente em cima da identidade e origem dos criminosos, número de
mortos, perfil dos atingidos, depoimentos e vídeos captados pelas câmeras de
celulares de quem estava no momento do episódio.
Alguns capítulos dessa cabulosa
história tentaram buscar justificativa na religião, política e ideologia para
tentar entender o raciocínio de quem se prontifica a viver para assassinar e,
se for preciso, usar como arma a própria vida. Ou seja: pessoas passam a ficar
receosas e com temor de ser a próxima vítima de algum grupo, ou de alguém, e os
grupos e/ou os “alguéns” passam a se sentir empoderados.
Eis que surge uma questão social
entre mídia e realidade: até quando a cobertura midiática pode passar a
influenciar outros grupos praticantes de extermínio ao dar tanta visibilidade e
espaço ao evento morte por vingança ou qualquer sentimento ou razão que vise à
marcação de território?
Ao dar ênfase e cobertura mundial a
um fato que merece esse espaço pela carga pesada circunstancial e suas
consequências destrutivas, que passa a permear as conversas, os pensamentos e
os sentimentos das pessoas, somos contaminados pelo conceito de agenda-setting.
A formulação clássica surge nos Estados Unidos no final da década de sessenta
com Maxwell E. McCombs e Donald Shaw. A Teoria do
Agendamento pressupõe que as notícias são como são porque os veículos de
comunicação nos dizem em que pensar, como pensar e o que pensar sobre os
fatos noticiados.
Neste caso, a visibilidade da morte
como recurso de vingança marcado pela intolerância à diferença de um grupo que
renega a existência de outros clãs humanos e se compreende possuidor da
supremacia que o capacita a exterminar humanos, ganha repercussão e
desdobramentos geolocalizados, com incidência de mortes “menores”, pois são
conduzidos e contaminados por esta vertente de mortes que ficam sendo
conhecidas através da mídia como solução ou como um grito de ordem, protesto ou
imposição. A mídia não é culpada, mas a sua essência informativa será que não
influencia? Fica para pensar…
Incentivo às
mentes criminosas
Dias depois, outra situação de morte
em uma festa na Califórnia resultou na morte de 14 pessoas e do casal que
comandou a ação (2 de dezembro). Podem ser da mesma facção, grupo, comando,
seja lá o que une ou lidera essas atividades com o evento morte, mas o fato é
que houve morte mais uma vez em massa, num local fechado onde o sentimento de
confraternização e felicidade motivava o encontro. Final trágico para quem
estava no lugar errado e na hora errada, familiares e amigos e comemoração para
quem ordenou a execução. Mais uma vez, os holofotes dão espaço nos veículos de
comunicação ao derramamento de sangue.
O valor-notícia morte e inesperado
sobressaem como resultado agradando aos agentes ativos dos crimes e
desesperando os agentes passivos. Jornalismo como porta-voz do terror. Mas ao
cumprir a função do cerne profissional de informar, não está estimulando um
grupo de fanáticos a continuar agindo para ser temido através da visibilidade?
Não está estimulando grupos facínoras a fazer o mesmo? Rende estudos.
No Brasil, ônibus são queimados por
retaliação a assassinato de traficante. Em Porto Alegre, capital do Rio Grande
do Sul, após um traficante morrer em confronto com a polícia, ônibus coletivos
da cidade e lotações foram incendiados (2 de dezembro), causando medo e
insegurança e evitando que pessoas usassem o transporte público para se
deslocar na cidade. Neste caso, a destruição dos coletivos foi uma reação e uma
resposta à morte de um traficante que não gerou novas mortes, mas criou uma
situação de pânico na comunidade porto-alegrense. Para ser mais claro, 14
ônibus foram queimados em 2015, totalizando um prejuízo de R$ 5 milhões aos
cofres públicos do estado.
Esses dados indicam que essa ação é
recorrente, mas chama a atenção o que foi colocado em prática novamente 15 dias
após o ataque ao Bataclan na capital francesa. Ou seja, se observarmos bem, um
atentado maior de repercussão mundial, devido à dimensão pontuada por ser em
Paris, a cidade luz, numa casa tradicional, com muitas pessoas, foi seguido por
crimes “menores”, todos com o mesmo intuito de causar morte, mostrar força,
exigir respeito e ganhar visibilidade, pois a mídia ao fazer o seu trabalho de
informar acaba, involuntariamente, prestando um serviço de assessoria de imprensa
à criminalidade.
Esses foram dois exemplos, um na
esfera internacional e outro na esfera brasileira, para mostrar como num curto
espaço de tempo, após as mortes em Paris, houve um efeito de “morte em cascata”
em diferentes locais, pois os incêndios começaram a partir de uma morte. Será
que a visibilidade excessiva da mídia em todas as suas formas não acaba
incentivando os criminosos a agir sendo usada como instrumento de submissão e
persuasão às populações? O jornalismo precisa, deve e vive para e de informar.
A mídia, no seu papel nato de informar, ao dar espaço demais (e como definir se
é demais?), não estaria também incentivando mentes criminosas a agir para a
visibilidade midiática ser um instrumento opressor? Fica para nossa reflexão.
***
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Exemplos da campanha
Do blog anónimo do séc. xxi:
(...) A campanha (da direita, particularmente) anti-comunista chega a ser ridícula, até porque alguns dos seus protagonistas o são. Acabamos de digerir alguns exemplos,e, num texto sobre o 25 de Novembro, que nem se incluiria nessa campanha extremista porque é interessante, útil (e discutível...) encontra-se, no título e no lead, um sinal denunciador dessa campanha falsificadora e ultramontana.
Diz o título, em parangonas, REVOLUÇÃO OU MORTE!, escreve-se no lead "Nos derradeiros três meses da revolução, a disciplina e a hierarquia de numerosos quartéis foram subvertidas por um movimento auto-denominado Soldados Unidos Vencerão (SUV). Apoiado pelo PCP e por toda a extrema-esquerda, nascido no Porto (...)"

Neste momento, no meio da linguagem e dos ataques desbragados e falsificadores ao PREC e ao PCP, isto vem mesmo a calhar. Para assustar?!
Quem ler o texto, de J. P. Castanheira, lerá múltiplas referências ao PRP, ao LCI, ao MES, pode ler que "na sua génese (cuja paternidade é dada ao LCI e ao PRP) participaram também militares ligados ao MES e ao PCP", mas pouco ou quase nada encontrará que justifique o destaque que "merece" o PCP no lead. Um desses militares, nessa altura ligado ao PCP, diz mesmo "o nosso envolvimento nos SUV foi ditado por essa abordagem estratégica (organizar uma frente de resistência aos saneamentos nos quartéis, movida por Pires Veloso), mas também para temperar o movimento porque aquela malta era louca."
Quantas loucuras e aventureirismos tiveram (e têm) de se evitar ou tentaram evitar por aqueles que, mais tarde, na contrafacção histórica são responsabilizados por loucuras e aventureirismos, ou do que se pretende consensualizar como tendo-o sido!
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