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terça-feira, 27 de outubro de 2015

A opinião é nossa…



«Não quero saber a opinião do jornalista. Quero a notícia, a opinião é minha.»
(do blogue “REFLEXOS”)

domingo, 25 de outubro de 2015

Sobre a “objetividade” e “credibilidade” dos comentadores e do jornalismo em Portugal


 Eugénio Rosa – Economista

Sobre a “objetividade” e “credibilidade” dos comentadores e do jornalismo em Portugal


Nas últimas semanas os portugueses têm assistido a um espetáculo que merece uma reflexão séria. Jornalistas e comentadores, que perdem a objetividade e o bom senso, e procurando condicionar o PS e a opinião pública, destilam um discurso agressivo contra aquilo que designam por “esquerda radical”, e mesmo um anticomunismo primário e serôdio, que se pensava que já tinha desaparecido do país. Um presidente da República que, perdendo o sentido de Estado e à velha maneira de Salazar, divide os portugueses em bons e maus portugueses e decide que os representantes destes últimos não têm o direito de estar no governo e, se pudesse, substituiria a velha declaração salazarista que era obrigatória para ingressar no Estado - “ativo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas” - por uma outra com os seguintes dizeres: “ativo repúdio das ideias contrárias ao euro, ao Tratado Orçamental, à União Europeia, e aos mercados”. A Constituição da República é substituída por aquilo que chamam “boas práticas democráticas”, ou por “quem ganha deve governar” mesmo que não tenha a maioria na Assembleia da República, sendo os mesmos que consideram que a eleição do presidente da Assembleia da República pela maioria dos deputados é “um movimento de meia dúzia de pessoas, que na sua sobrevivência política tentam impor-se à própria democracia". Tudo isto, e mesmo mais, se ouviu e é veiculado maciçamente, sem contraditório, por comentadores e jornalistas (felizmente não todos) que dominam os principais órgãos de informação procurando assim condicionar os portugueses. Se não tivesse outro objetivo, pelo menos teria a vantagem de mostrar a “objetividade” e a “credibilidade” do jornalismo dominante em Portugal, e a verdadeira face dos que se ocultam sob uma frágil capa democrática, que estala quando sentem que podem perder o poder ou temem perder as graças do poder. Tudo isto merece uma reflexão atenta por parte dos portugueses. Neste contexto é essencial recordar o que aconteceu nestes últimos 4 anos, até para que a gigantesca operação de manipulação e de branqueamento do passado recente, que está em curso, não tenha êxito. Para isso, vamos analisar o que sucedeu numa área vital para vida e bem-estar dos portugueses, que é a prestação dos serviços públicos.


CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL FEITA PELO PSD/CDS À CUSTA DOS TRABALHADORES

DOS JORNAIS


Vasculhando por entre o lixo dos jornais ditos de referência por vezes encontramos algumas sementes da verdade.

 (Declaração de guerra, José Pacheco Pereira, Público 24/10/2015)


sábado, 24 de outubro de 2015

Vai sair merda!…

«Enquanto um comentador diz muito simplesmente que “hoje não chove e por isso ainda não vamos ter governo”, o politólogo diz antes: “A chuva é, em termos kantianos, um transcendental governativo, isto é, uma condição de possibilidade de formação do governo. E como estamos em seca...”» António Guerreiro.

A capa do 'Avante!' surge-me no écran da televisão ocupando-o na sua total dimensão. Na linguagem vernácula que mantenho com muitos dos televicratas que se me apresentam agressivos ou melífluos, a expressão saiu-me de jato: “vai sair merda!” E saiu. O mediático caso Luaty Beirão e o artigo do 'Avante!', deixado para o final do programa para ficar bem gravado na memória dos espetadores, foi deturpado pelos protagonistas que desdenhando qualquer resquício de honestidade intelectual, rejubilaram com o anticomunismo a que estamos habituados e que na conjuntura atual tem condições para se desenvolver.

António Guerreiro na crónica “Comentaristas e politólogos” define magistralmente estes profissionais do embuste.

No naipe ideológico de painelistas a fazedores de opinião ou politólogos devem ter em comum o anticomunismo do mais primário ao soft que não afirmando sugere.

Para aceder a qualquer cargo nos media, não é necessário assinar o vexante e ridículo documento fascista atestando que não se aceita a ideologia comunista, pior ainda, é necessário prová-lo.