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terça-feira, 22 de setembro de 2015

COMUNICAÇÃO ASSOCIAL

A terapia aplicada a Portugal nestes os últimos 39 anos causou-lhe danos profundos, não obstante, continua a resistir com natural estoicismo.
 

O tratamento com sanguessugas mesmo se moderado causa sempre repugnância, mas como os doutores se digladiam para continuarem a sugar o enfermo, o resultado está à vista.

Aproxima-se o 4 de outubro e os físicos procuram através de maquilhagens várias, melhorar-lhe a aparência, publicitando que está mais rosadinho, que já dá alguns passinhos e até sorri. Esforço inglório, a anemia já não permite disfarces, a solução está em demitir todo o corpo clínico assim como o diretor alojado em Belém, e eleger nova equipa que livre o paciente das sanguessugas que já não suporta e que
O PS é uma “espécie de genérico:
tem os mesmo princípios ativos do PSD e do CDS”.
Heloísa Apolónia


Os desempregados melhoraram o seu cabaz de compras e não me admiro que antes de 4 de outubro se publicite que estejam abrir contas poupança. Tudo é possível no reino dos tartufos.



13 é para a ‘construção’ o número da sorte, finalmente sai da recessão técnica que é uma janela que os construtores têm nas traseiras das suas preocupações deixando por precaução as portas emparedadas.
Prometem-nos mais milagres até 4 de outubro, o das rosas fanadas e o das laranjas bichadas, produtos para os quais é cada vez mais difícil encontrar quem os compre. Ou não?

CUIDADO COM A PUBLICIDADE ENGANOSA VEICULADA PELA COMUNICAÇÃO “SOCIAL”!

Notícia? Parece que não...

O armazenamento de armas nucleares dos Estados Unidos na Alemanha, contra tudo e contra todos, parece não ser notícia. A agência RT acha que é, e muito importante.




... isto no Dia Internacional da Paz!

Notícia?

do sapo:

«Twitter: 

António Costa é o líder de partido 

com mais menções negativas

Hugo Séneca 

21/09/2015 20:06
(...)
Até 17 de setembro, o Popstar apurou que António Costa contabilizou 37,2% das menções negativas veiculadas no Twitter; Passos Coelho agrega um total de 32,1% de menções negativas na mesma rede social. O diferencial chegou a ser ainda mais negativo para o líder do PS: quando tomou posse como secretário-geral, António Costa abarcou 70% das menções negativas do Twitter, enquanto Pedro Passos Coelho não superava 33% (um tweet pode dizer mal de mais de uma pessoa e por isso é possível superar os 100% somando as percentagens de menções dos dois líderes partidários). Paulo Portas, presidente do CDS-PP, é o único que consegue ombrear com Passos e Costa, com 19,8% das menções negativas a 17 de setembro.
Demasiado longe para disputarem os lugares cimeiros da negatividade figuram Jerónimo Martins, líder do PCP, com 2,5% de menções negativas; e Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda (analisada ainda com João Semedo, o outro membro da extinta liderança bicéfala), com 8,1% dos tweets negativos.
(...)»

Oh, Séneca,,, ele há cada engano!...

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sobre "La international del terror mediático. Vernos com nuestros proprios ojos"



A Agência de Notícias Prensa Armenia entrevistou, recentemente, o jornalista uruguaio e fundador do canal Telesur Aram Aharonian para falar sobre o seu novo livro “La internacional del terror mediático. Vernos con nuestros propios ojos” [A internacional do terror midiático. Vermo-nos com nossos próprios olhos], na qual aborda o papel dos meios e do jornalismo, a partir de uma perspetiva latino-americana.

 
Aram Aharonian trabalhou com Eduardo Galeano, Rodolfo Walsh, Paco Urondo, Juan Gelman e Miguel Bonasso, entre outros.

Por que elegeste como figura simbólica “a guerra” para representar “a guerra simbólica”, “batalha ideológica” ou os meios hegemônicos como “unidades militares”?

Primeiro, porque esta é a mesma luta: o que mudou foram as armas. Guerra convencional, guerra de guerrilhas, guerra cultural: o inimigo é o mesmo, a utopia continua sendo a mesma. O que muda é o cenário, os ferros. O inimigo antes – há quatro décadas – usava as forças armadas para impor um modelo político, econômico e social (com mortos, desaparecidos, torturados). Hoje, não necessita de baionetas nem de tanques; basta o controle dos meios massivos de comunicação. E assim nos bombardeiam com informação, publicidade, entretenimento (séries de televisão, jogos cibernéticos, por exemplo), 24 horas por dia, com sua mensagem e imagem única, na sala ou no dormitório das nossas próprias casas.
Hoje, o campo de batalha é simbólico. Estamos em plena batalha cultural: a guerra por impor imaginários coletivos se dá através dos meios cibernéticos, audiovisuais, gráficos. E, para lutar essas batalhas pela democratização da palavra e da imagem, das nossas sociedades, é preciso aprender a usar essas novas armas, as câmeras, Internet, microfones…


Reflexões que AQUI se transcrevem sobre a comunicação social e... o ambiente (des)informativo

A partir da leitura de um artigo no Público, saíram-me estas reflexões, que publiquei no meu anónimo. Ao revê-las pareceu-me que teriam cabimento aqui:

Na permanente preocupação de arrumar ideias (e informações), li ontem um artigo-estudo no Público que para isso ajudou. Margarida Gomes, que não sei quem seja ou se já alguma vez li escritos seus, abalança-se a fazer um balanço e titula-o de Legislativas ganham-se em cinco distritos: três a norte e dois a sul.
A abordagem é aliciante, e o artigo foi lido sem pressupostos ou preconceitos. E foi claramente revelador da maneira como a comunicação social  trata desta questão das legislativas num quadro de democracia “à maneira” que se reduz à homologação do executivo, da governança.
A correcção que se poderia prever no título – as legislativas ganham-se em distritos – é anulada no texto que abandonou as legislativas como eleição para 230 deputados para se focar na disputa PS-PàF (ou PSD-PS, ou Passos/Portas-Costa) em "todo o terreno".
Assim se esbate, até ao apagamento, a perspectiva política que encararia como a distribuição demográfica regional-distrital condiciona as opções de fundo. Em todo o trabalho (com algum interesse, embora enviesado pelo “pecado" original e universal), apenas se faz referência às candidaturas CDU e BE no caso de Lisboa, juntando-as de raspão (e indevidamente!) dizendo que partem (juntas!!!) com 8 deputados (e não 5 + 3!) e, nem em Setúbal, onde a CDU tem 4 deputados e pode, em 18, vir a subir, se escreve mais que uma talvez (?!) venenosa referência às seis eleições consecutivas em que, há muitas eleições passadas, a coligação APU foi a primeira força.
Nem sequer se anota, entre os tais cinco concelhos (a que se poderia juntar Leiria e Coimbra), há previsões da CDU perder o deputado por Braga mas subir em Lisboa e Porto e entrar em Aveiro. Coimbra e Leiria, além de outras previsões que confirmariam a implantação regional da coligação CDU numa eleição para escolha dos representantes do povo na Assembleia da República. 
A coligação PCP-PEV ☭❂ existe e faz prova de vida que a comunicação social procura ignorar.

c.q.d.