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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Opinião - António Guerreiro - Público 17/7/2015


Ah, o jornalismo!

A crise e o declínio dos jornais e do jornalismo foram já longamente diagnosticados. Neste campo devastado, não há se não precárias sobrevivências.
É certo que se deu um certo triunfo do jornalismo para além da morte dos jornais e há hoje uma “jornalização” generalizada. Mas este novo jornalismo de massas, com mais produtores do que consumidores, instantâneo e hipertélico (isto é, ultrapassando os seus próprios fins), já nada tem a ver com a ideia de constituição de uma esfera pública racional. A actual jornalização intensiva está para o jornalismo como a estetização — o mais poderoso factor de anestesia — está para a arte. Confrontados com a torrente imparável de factores externos que configuraram uma nova paisagem, os jornais (e todo o jornalismo) perderam a capacidade de autocrítica ou recalcaram-na, seja porque gerir o quotidiano sob as novas condições já é uma tarefa complicada, seja porque o pecado original da profissão é a boa-consciência. Os jornais, diga-se a verdade, nunca foram muito dados ao exercício autocrítico e só em circunstâncias excepcionais cederam a ele. Essa falta acabou por se tornar uma marca identitária e adquiriu uma dimensão monumental. Os jornais não só não se criticam a si próprios (fazem-no certamente em privado, mas isso não é o mesmo que emergir publicamente com um desejável e necessário ethosautocrítico), como seguem o tácito acordo de não se criticarem uns aos outros. Na verdade, eles não se criticam, nenhuma crítica vem do interior do campo jornalístico, mas não falta quem o faça, no exterior. Criticar o jornalismo e mostrar muita desconfiança relativamente a tudo o que se passa nesse campo é um desporto de massas. Nem sempre as razões são fundamentadas, mas instalou-se e generalizou-se esta convicção: jornalistas e políticos, ou melhor, políticos e pessoas que escrevem em jornais, pertencem à mesma classe, funcionam segundo a mesma lógica e falam a mesma linguagem. Alguém, com instrumentos conceptuais, saberá analisar esta lógica mediática que resulta na uniformização e na asfixia do pensamento (na televisão, os painéis de políticos-comentadores e comentadores-ideólogos são uma caricatura grotesca desta situação). O cidadão intelectualmente menos sofisticado, esse, passa logo ao desdém por aqueles que não fazem outra coisa se não “aparecer”: na televisão, nos jornais, na rádio, em todo o lado. Não há apenas uma linguagem política, há uma oligarquia de “mediáticos” que colonizou a esfera pública para a tornar dócil e inofensiva. O campo político e o campo jornalístico celebraram núpcias e os políticos instalaram-se nos media, numa grande confraternização. O resultado está à vista: uma endogamia político-jornalística. E o jornalismo ficou reduzido a uma encenação de pluralismos (e um acesso por quotas e representatividades), tal como a democracia se tornou uma política Potemkin. A mesma linguagem é partilhada por uns e outros. É uma doxa que atinge o seu grau nauseabundo nos “painéis” dos debates televisivos. Um modesto exemplo: como é que a palavra “reforma” circula hoje com frequência na esfera pública para designar, muitas vezes, o que é da ordem da contra-reforma? Porque os políticos anexaram essa palavra e encontraram, no meio jornalístico, as condições de fraca consciência crítica da linguagem que permitem repercuti-la acriticamente. E das palavras passa-se às frases (maldita fraseologia!) e das frases aos grandes enunciados (maldita ideologia!): o jornalismo é uma ressonância do discurso político e de outros discursos. E sê-lo-á, inevitavelmente, se não for, em primeiro lugar, uma crítica da linguagem.

Brasil - o que se esconde hoje sobre o que se divulgou e tanto se ampliou ontem

Depois de tanto barulho - lá e cá - na comunicação "social" sobre as manifestações no Brasil, a prefigurarem um verdadeiro golpe de Estado e a exigir uma intervenção militar, um vergonhoso silêncio (ou surdina) - lá e cá - sobre as manifestações de ontem, Que foram muitas, muito participadas e por todo o pais,
Deixa-se uma amostra, com o começo de reportagem em vermelho:

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

207000! 4 de outubro anda a roda!

Primeira página do Jornal de Notícias de hoje "ligeiramente" modificada.


Objetivo da mensagem do bloguer: quais os fundamentos que estão por trás do diferencial de 57000?

Leitura Natural - Affonso Romano de Sant'Anna



Leitura Natural

Tendo lido os jornais
- infectado a mente, enauseado os olhos -
descubro, lá fora, o azul do mar
e o verde repousante que começa nas samambaias da sala
e recrudesce nas montanhas.

Para que perco tantas horas do dia
nessas leituras necessárias e escarninhas?
Mais valeria, talvez, nas verdes folhas, ler
o que a vida anuncia.

Mas vivo numa época informada e pervertida.
Leio a vida que me imprimem
e só depois
o verde texto que me exprime.
Affonso Romano de Sant'Anna


Notícias perdidas, maltratadas e/ou escondidas



Uma  "daquelas" notícias/coincidências que não são para ser dadas, ou então se escondem no canto inferior direito de uma página par ou se metem entre duas novidades da excitante polémica Jesus-Benfica ou semelhante em impacto mediático.






ACR condena Exercício da NATO

    No seguimento de mais notícias sobre a realização do Exercício NATO Tridente Juncture 2015, a decorrer em Portugal, Espanha e Itália entre 3 de Outubro (véspera das Eleições Legislativas no nosso país) e 6 de Novembro, envolvendo 25 mil efectivos de cerca de 40 países e anunciando-se manobras em Santa Margarida, Beja e para Setúbal/Tróia o papel de plataforma portuária da entrada de viaturas e outros equipamentos e meios militares, a Direcção da Associação Conquistas da Revolução, reunida a 19 de Agosto de 2015, toma posição contra estas manobras e apela aos trabalhadores e ao povo português para que exprimam veementemente o seu empenho na defesa dos Valores de Abril, da Paz e Independência Nacional, no respeito pela Constituição da República, na solidariedade e cooperação com os povos de todo o Mundo.

   Tratando-se indubitavelmente, 70 anos depois do lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagazaki, da projecção de novas intervenções da NATO no Mediterrâneo, Norte de África e Médio Oriente, impõe-se a condenação da subserviência de sucessivos governos do PS, PSD, CDS-PP e da Presidência da República aos desígnios dos poderosos e o alargamento e convergência da luta pela paz.

   Lisboa, 19 de Agosto de 2015
                                        
A Direcção da 
     Associação Conquistas da Revolução 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Estou a ver o meu Brasil a andar para trás

Quando há poucos dias vi a televisão noticiar uma manifestação em Lisboa contra o governo do Brasil prestei atenção. 
Quando verifiquei que a cobertura dada ao acontecimento, que reunia umas dezenas de brasileiros residentes ou em passagem pela capital, era muito maior que a que por costume se dá às manifestações com milhares e milhares de portugueses contra os governos do PS/D, fiquei mais atento.
Quando me fui informar do que realmente se está a passar no Brasil fiquei preocupado.
Bastará uma volta pelas declarações e imagens dos cartazes dos manifestantes para perceber o que os orgãos de informação nos andam a esconder: eles estão de volta porra!













terça-feira, 18 de agosto de 2015

Preparem-se:



Preparem-se: vem aí uma campanha violenta
15 de August de 2015 – Expresso curto

. (Nicolau Santos)
Esta campanha joga-se, em grande parte, nas redes sociais, onde «um pequeníssimo número de pessoas faz uma ‘opinião’ entre anónimos, nomes falsos e empregados de agências de comunicação». Por outras palavras, a tropa de choque que conduz o combate político sujo é constituída por cobardes que a coberto do anonimato insultam, deturpam, ameaçam todos os que de uma ou outra maneira contestam o poder instalado – ou conseguem mesmo clonar telemóveis e computadores, através da cloud, para tentar calar os que resistem.
Preparem-se: vem aí uma campanha violenta
Preparem-se: o que aí vem não é «Uma campanha alegre», como a que Eça de Queirós descreveu, utilizando um humor sarcástico e contundente para criticar a vida social e política do seu tempo. O que se perfila no horizonte não tem um pingo de humor, é sórdido e está cheio de golpes baixos. Como escreve José Pacheco Pereira na edição da Sábado desta semana, «estas eleições tocam em demasiadas coisas vitais para não serem travadas com todas as armas, e algumas são bem feias de se ver».
O campo escolhido não é o terreno aberto nem a arma é o confronto sério de posições. Esta campanha joga-se, em grande parte, nas redes sociais, onde «um pequeníssimo número de pessoas faz uma ‘opinião’ entre anónimos, nomes falsos e empregados de agências de comunicação». Por outras palavras, a tropa de choque que conduz o combate político sujo é constituída por cobardes que a coberto do anonimato insultam, deturpam, ameaçam todos os que de uma ou outra maneira contestam o poder instalado – ou conseguem mesmo clonar telemóveis e computadores, através da cloud, para tentar calar os que resistem.
Nada de novo: em 21 de novembro de 2013, em entrevista à Visão, Fernando Moreira de Sá, consultor de comunicação, explicava como a utilização das redes sociais tinha sido fundamental para levar Passos Coelho até à liderança do PSD, condicionando Paulo Rangel e mantendo na corrida Aguiar-Branco, porque dava jeito, não sem antes terem desgastado a liderança de Manuela Ferreira Leite. Depois partiram para o ataque ao governo de José Sócrates, utilizando os mesmos métodos e influenciando, através da manipulação das redes sociais, os comentadores nas rádios, nas televisões e os jornais.
Ora Passos chegou há quatro anos ao poder. Se os que o apoiam já sabiam do poder das redes sociais nessa altura, não lhe devem ter perdido o jeito desde então e provavelmente estão mais sofisticados, dominam melhor as técnicas de manipulação e são mais certeiros e eficazes nos alvos a abater. A polémica em torno dos cartazes do PS, para lá do amadorismo e incompetência de quem os produziu, nasceu precisamente nas redes sociais, até chegar aos órgãos de comunicação «sérios». E esta é outra conclusão a retirar: o jornalismo, que cumpre as regras deontológicas da profissão, está cada vez mais refém das redes sociais, que não as cumprem de todo, porque não só não têm de as cumprir como de todo não têm regras. É o vale tudo para destruir os adversários e manter o poder.
É claro que os cartazes da maioria também foram alvo de escrutínio e chegou-se à conclusão que já estavam na rua quando finalmente chegou a licença que permite a utilização para fins políticos dos figurantes nos cartazes, segundo a Shutterstock, empresa à qual as imagens foram compradas.
Nicolau Santos – Expresso Curto – 13 agosto 2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Notícias maltratadas, escondidas e/ou perdidas

Um recorde português

Foi graças a um dos canais portugueses ditos informativos, isto é, só acessíveis a quem não se conforma com receber no seu televisor apenas os quatro canais de sinal aberto, que os telespectadores puderam conhecer a notícia. Aconteceu na RTP Informação, durante um debate em que excepcionalmente o tema não era o futebol, e aí ficámos a saber que o nosso País é detentor de um recorde europeu pouco ou nada conhecido. É claro que já sabíamos que Portugal e os portugueses têm vindo a destacar-se no quadro internacional por muitos e variados feitos, alguns óptimos, outros nem tanto: são portugueses o melhor futebolista do mundo e o melhor treinador mundial da mesma arte, foi português o descobridor do caminho político para a presidência da Comissão Europeia, há dois ou talvez mais portugueses no topo do FMI após escalas na governação local, coisas assim e decerto outras de diferente índole. A agora revelada, porém, tem um outro sabor e um especial significado: Portugal é detentor do Recorde Europeu da Rotatividade Laboral. Para quem tenha dúvidas acerca do que isto significa, convém que nos apressemos a descascar a fórmula e a ver o que tem dentro: este recorde significa que os trabalhadores portugueses são, entre todos os que trabalham na Europa, os que mais estão sob o risco iminente de serem despedidos e substituídos por camaradas que também não se demorarão muito tempo naquele posto de trabalho e por sua vez serão substituídos por outros trabalhadores. Trata-se, pois, de um rodopio um pouco sinistro mas que decerto tenderá a beneficiar alguém: os empregadores (palavra que agora é de uso utilizar em vez de «empresários» e mais ainda em vez de «patrões», pois isto do manuseio vocabular tem importância política) que assim se vêem livres de compromissos a médio ou longo prazo com a mão-de-obra que arregimentam. 
Simplesmente viver 
Entende-se a intenção, mas convém que se entendam também as consequências deste «máximo europeu», como se diria em linguajar desportivo. Significa que, mais do que quaisquer outros entre os seus camaradas europeus, os trabalhadores portugueses estão, por carência de estabilidade laboral, impedidos de planearem as suas vidas, isto é, de terem filhos que não estejam em constante perigo de miséria, de terem uma habitação que não implique um permanente risco de despejo, até de sonharem com uma velhice com a tranquilidade mínima que uma vida de trabalho deveria garantir. É claro que a obtenção deste recorde tem também consequências que ultrapassam a área familiar: tem o senhor Presidente da República andado muito angustiado com a chamada questão demográfica, com o desequilíbrio etário da população portuguesa; apelou a senhora ministra das Finanças, aparentemente inspirada por antiquíssimas palavras do Senhor, a que os jovens portugueses se «multiplicassem»; mas é claro que nem os muito jovens nem os que já não o sejam tanto podem dar-se ao luxo, à verdadeira extravagância, de encomendarem filhos para mais cedo ou mais tarde os verem colocados não na roda dos enjeitados, como era de uso nos velhos tempos, mas sim no especial tormento que é a Rotatividade Laboral. Em verdade, não há terceira via neste como noutros casos: ou mantemos a posse deste recorde europeu que confere a Portugal uma tristíssima notoriedade, que em verdade é indício da desgraça de um povo decerto para benefício de alguém, ou devolvemos aos trabalhadores portugueses as condições de estabilidade laboral que lhes permitam simplesmente viver em condições mínimas de verdadeira humanidade. Sabemos quem optará pela manutenção do recorde. Sabemos também que o seu abandono é condição fundamental para a dignidade de um país independente que defenda os seus cidadãos da constante ameaça do desespero. Trata-se, pois, de rejeitar o tristíssimo recorde. O que para isso há a fazer, e com a adequada urgência, sabe-o decerto quem integra a classe trabalhadora portuguesa.


Correia da Fonseca 

TVisto, em
 - Edição Nº2176  -  13-8-2015

DILMA - FORA QUEM?

Esta manhã, o Expresso curto, pelo director executivo do Expresso espesso, faz o ponto da situação do Brasil na comunicação social. Muito "objectivo"... esquecendo-se, obviamente, de notícias e de relevar a verdadeira campanha. Essa será a nossa obrigação: dar mais e outra informação.
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Pedro Santos Guerreiro
Por Pedro Santos Guerreiro
Diretor Executivo

17 de Agosto de 2015

Panelaço

Hoje começamos pelos jornais brasileiros e não é por faltar assunto nos portugueses. É pela importância do que está a acontecer no Brasil, depois de um domingo de protestos que mostram como o escândalo da corrupção do caso Lava Jato se tornou um caso político contra o governo que pode conduzir ao “impeachment” (impugnação, a queda de Dilma).


Junte milhares de pessoas na rua a bater em tachos e panelas, isso é um panelaço. Junte milhares de manifestantes em dezenas de locais e chame-lhe um abalo de regime. Ontem houve manifestações em 169 cidades brasileiras. Em São Paulo terão estado nas ruas 135 mil pessoas, segundo dados da Datafolha na Folha de São Paulo.



Os números ficaram aquém de manifestações semelhantes em março – mas o facto de as manifestações se centrarem agora em Dilma e em Lula preocupa o governo. “É injusto dizer que o governo não tem agenda”, ironizou o senador José Serra, citado no Estado de São Paulo. “Tem sim: evitar o impeachment. Tudo gira em torno disso, até a agenda de viagens”.



Vera Magalhães, editora da Folha, nota isso mesmo: é um erro comparar números, pois o facto marcante deste domingo é a convergência para o grito “Fora Dilma!”. O “impeachment”, escreve, “era um clamor geral”. As fotografias das manifestações mostram-no: Lula vestido de presidiário, Dilma de “irmã” metralha. A presidente tem agora uma taxa de reprovação de 71%.



Recorde-se que Lula não é um dos investigados no caso Lava Jato, estando sim sob investigação das autoridades fiscais. Mas os protestos ligam também Lula aos esquemas de corrupção, titula o Estadão. “O povo anseia Lula na cadeia” foi um dos gritos da tarde, de manifestantes que empunhavam cartazes em que o chamavam de “corrupto”, “chefe de quadrilha” ou “bandido”. Os “protestos deixam claro que os brasileiros não aceitarão tentativa de frear a investigação do Lava Jato”, escreve Alberto Bombig no Estadão. Os brasileiros não querem “a confeção de uma nova pizza em Brasília”. Não é gastronomia não, uma “pizza” seria empatar (e amputar) politicamente as investigações. O juiz federal Sérgio Moro foi aliás uma das imagens das manifestações – não apupado, mas apoiado.



“Pela terceira vez em cinco meses, o Brasil mostrou nas ruas que está farto de corrupção, incompetência e vigarice”, escreve Augusto Nunes. Vale a pena ver um vídeo da Veja que explica como Dilma pode deixar a presidência e o que pode acontecer depois.



O editorial do Estado de São Paulo é especialmente duro: “Nos últimos dias, Dilma transformou o Palácio do Planalto, onde ela é inquilina passageira, em um bunker.” É de lá que a presidente estabeleceu um discurso vitimização perante uma suposta “conspiração para tirá-la do poder”.



O voto é a fonte da minha legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu”, afirmou já Dilma. “Trata-se de um entendimento indigente do que vem a ser o regime democrático em vigor no Brasil”, comenta o Estadão. Como analisa João Otávio Noronha, relator dos ações movidas no Tribunal Superior Eleitoral, Dilma “tem a presunção da legitimidade do voto, que pode ser destituída por uma ação de investigação eleitoral ou impugnação”. O Estadão conclui: “Se a Presidente da República realmente tem apreço pela democracia, está disposta ao diálogo e quer ver reconhecida a legitimidade do seu mandato, deve tratar de acalmar os ânimos de sua tropa, baixar o tom e aceitar o facto de que o Estado não é ela.”



Em Portugal, a crise também é analisado na imprensa. Em editorial, o Público escreve que “a corrupção mina o regime (…) e a recessão económica obriga Dilma a adoptar algumas medidas de austeridade para reequilibrar as contas públicas.” Sim, “no Brasil também há austeridade”, escreve João Marques de Almeida no Observador, que acusa o partido do governo, o PT, de “olhar para recursos públicos como propriedade privada”. “Resta saber até quando resistirá Dilma no Planalto”, conclui o Público. Sérgio Figueiredo, no melhor texto sobre o tema, remata no Diário de Notícias: “Dilma está feita. Ela própria feita num partido que implode e tresanda com a podridão, a corrupção.”

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Fotos  de apoio à e de esclarecimento desta campanha
FORA QUEM?... a verdadeira campanha:
:


Quando os corruptos 
fazem da luta contra a corrupção
a campanha que mobiliza.
PORQUÊ?

domingo, 16 de agosto de 2015

As manifestações (e as bombas) de que não se fala

Manifestantes se concentram em frente ao Instituto Lula em São Paulo

Manifestantes se reuniram para o ato em defesa da democracia, em frente ao Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, na capital paulista. O objetivo do encontro é proteger a sede da instituição de possíveis atentados, como o que aconteceu recentemente quando o prédio foi atingido por uma bomba, devido às manifestações dos setores reacionários que acontecem neste domingo (16).



Marcelo Camargo/Agência Brasil
Manifestantes estão acampados há uma semana em frente ao Instituto para protegê-lo de novos atentados e defender a democraciaManifestantes estão acampados há uma semana em frente ao Instituto para protegê-lo de novos atentados e defender a democracia

O ato terá atividades culturais, apresentação da escola de samba Colorados do Brás, música, debate e comidas típicas. Segundo Adi dos Santos Lima, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado de São Paulo, os manifestantes querem mostrar o repúdio ao ataque, ocorrido no último dia 30, quando uma bomba caseira foi lançada no prédio do instituto.

Manifestantes estão acampados, em frente ao instituto, desde a última segunda-feira (10). “Queremos deixar um recado muito claro para essa gente que não aceita a democracia no país como um regime. Não vamos abrir mão da liberdade de ir e vir, da liberdade de expressão. O atentado ao instituto foi um atentado à democracia”, disse Adi.

Além da CUT, participam do ato o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), o Sindicato dos Bancários, o Sindicato dos Químicos e movimentos sociais.

“Esse ato tem uma simbologia muito grande, queremos refletir sobre a conjuntura econômica, política e social que estamos vivendo no país. E nada melhor que fazer esse contraponto com aqueles que querem dar um golpe no regime democrático, no resultado das eleições de 2014”, afirmou Adi.


Fonte: Agência Brasil