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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ainda o Brasil e a comunicação social - o feitiço a virar-se contra os feiticeiros?

No Público de domingo:

"um dos opositores mais ferozes
 de  Dilma Rousseff"
(homem muito ligado à comunicação social,
sobretudo rádio).

domingo, 23 de agosto de 2015

Que os americanos nos protejam!

A propósito da notícia do dia que fala de um atentado terrorista que não aconteceu.

Um amigo alertou-me para o facto de diariamente os nossos telejornais terem sempre uma notícia que nos leva aos Estados Unidos da América. Tenho confirmado notando que a maior parte dos dias a notícia nem sequer tem um conteúdo político ou cultural que nos possa levar a pensar em teorias imperialistas, não passando dum registo aparentemente banal sobre acontecimentos bizarros, ou pura e simplesmente corriqueiros, que fazem parte do quotidiano da vida do mundo ocidental: uma cadela que atravessava sempre na passadeira mas que mesmo assim foi atropelada; uma mulher que deu à luz dois gémeos sendo um branco e o outro preto; um ex-astronauta que morreu num trágico acidente num bimotor; um homem que comeu 300 hamburgers num só dia. O que é importante é que não nos esqueçamos um único dia que os Estados Unidos existem e que é lá que as coisas acontecem. 

Lá ou por via dos de lá.

Não espanta portanto que sobre uma viagem de comboio, algures em França, onde comprovadamente entrou um homem armado que alegadamente era muçulmano e que supostamente queria fazer sangue, surjam como heróis salvadores dos europeus três norte-americanos e um britânico. 

Enquanto a nacionalidade desses homens surge como um dado importante da informação, não deixa de ser curioso que o jornalismo português lhe acrescente a importância dum deles ser militar na base das Lages. Preparem-se açorianos para a devida homenagem!


sábado, 22 de agosto de 2015

Itália Quer saber quem controla a imprensa?



Quer saber quem controla a imprensa? Quem decide o que lerá amanhã no jornal? Eis a lista

O Bilderberg onipresente na imprensa em Portugal (Balsemão) como na Itália, o mesmo veneno com sonoridade diferente.

CHI DECIDE CHE COSA LEGGERAI DOMANI SUL ...

IL CORRIERE DELLA SERA:
appartiene al gruppo internazionale Mediagroup, è quotato in Borsa e controlla altri giornali e riviste popolari come “Il Mondo” “L’Europeo” “Oggi” “Visto” “Novella” “Max”. Nel suo Consiglio di Amministrazione ci sono personaggi indissolubilmente legati all’elite finanziaria internazionale e ai suoi circoli mondialisti come John Elkan (Gruppo Bilderberg), presidente di FIAT e di Exor (la holding finanziaria della famiglia Agnelli); Carlo Pesenti, consigliere di Italcementi, Unicredit, Italmobiliare e Mediobanca; Berardino Libonati, consigliere di Telecom Italia e Pirelli; Diego Della Valle, possessore del 4% di Banca Nazionale del Lavoro, consigliere di Tod’s e Generali Assicurazioni, ex dirigente della Fiorentina coinvolto nello scandalo di Calciopoli; Renato Pagliaro, consigliere di Telecom Italia, Pirelli e Mediobanca.
LA REPUBBLICA: è il quotidiano del Gruppo l’Espresso di Carlo de Benedetti (Gruppo Bilderberg) ex amministratore delegato FIAT, banchiere ex vicepresidente del Banco Ambrosiano. Nel consiglio di amministrazione del Gruppo l’Espresso siedono Sergio Erede, amministratore di Luxottica e Carlo Secchi ex Rettore della Bocconi e amministratore di Mediaset.
(Mais e melhor aqui)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Uma reflexão de há 10 meses mas de enorme oportunidade


... uma longa reflexão do nosso companheiro Guilherme Fonseca-Statter (em umoutroparadigma), que estava em arquivo pessoal e ganhou enorme oportunidade com os recentes acontecimentos no Brasil, "preparados" e "cozinhados" com grande antecedência por quem sabe "da arte", ou a ilustração dos ladrões que gritam agarra que é ladrão... para poderem continuar a roubar mais e melhor. Isto, como muito bem sublinha GF-S, não se trata de desculpar (ou de justificar) qualquer tipo de corrupção... Bem pelo contrário!  


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A propósito da re-eleição de Dilma Rousseff...

Uma longa reflexão a pensar em algumas pessoas - incluindo amigos brasileiros - que se afirmam como «marxistas»...


Durante a campanha eleitoral no Brasil muito se falou da corrupção galopante no Brasil, em particular entre os seus opositores, a qual, à imagem da mitológica Hidra de Lerna parece ser impossível de irradicar (corta-se uma cabeça e logo aparecem outras duas...).

Dizem-nos os clássicos da Economia Política (se não dizem, podiam dizer ou então digo eu...) que um dos problemas fundamentais da Economia é o problema da distribuição da riqueza produzida. Em particular do excedente produzido.

De acordo com as «leis da Natureza» (do sistema capitalista) tal como postuladas pelos seus mais altissonantes apologistas - Milton Friedman et alia - o mundo é como é e não há nada a fazer. A riqueza tenderá naturalmente a fluir para os mais ricos e os mais pobres que se remedeiem como puderem. O Estado não tem nada que se envolver em questões de RE-DISTRIBUIÇÃO da dita cuja riqueza produzida.

Só que as sociedades humanas são constituídas por «agentes conscientes» e dotados de algum sentido ético (tem piada que já o sr. Adam Smith escrevera - antes do «A Riqueza das Nações», um livro intitulado «Teoria dos Sentimentos Morais»... Vão lá falar disso aos «friedmanitas» de serviço...).

E sendo dotados de sentido ético, esses agentes sociais, às vezes, vão procurando organizar-se para impor alterações nas tais «leis da Natureza» (do sistema capitalista...).

Olhando de longe, o sr. Aécio Neves apresentava-se como defensor do «Estado minimalista», tendencialmente à maneira de Milton Friedman.

Ou seja, não há - ou não deve haver - lugar a esforços por parte do Estado para redistribuir a riqueza que sai sendo produzida.

Por seu lado Dilma Rousseff apresentava-se como defensora e/ou promotora da ideia da necessidade (ou mesmo do imperativo) de o Estado contrariar as tais «leis da Natureza» (do sistema capitalista) fazendo uma significativa redistribuição da riqueza produzida.

E é aqui que entra uma das facetas (ou tipos) de corrupção.

É que «corrupção» tem sido um fenómeno histórico universal em todas as sociedades de classes. Os brasileiros não têm qualquer monopólio disso.

E há corrupção na troca de favores, mas há também o fenómeno de «quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não sabe da arte»...

Por outras palavras, é perfeitamente normal que os agentes políticos que fazem a redistribuição da riqueza, aproveitem para - já agora, com a mão na «massa» - se servirem também em benefício próprio.

Não se trata de desculpar essa forma de corrupção!!!

Trata-se de não confundir «coisas», «factos», «variáveis» e «factores intervenientes»...

Trata-se também - e sobretudo - de ter das coisas uma visão de longo prazo e apoiar quem quer redistribuir a riqueza e, ao mesmo tempo, intensificar a luta contra a corrupção...

É nestas ocasiões que é crucial ter uma compreensão teórica profunda dos fenómenos sociais... Não é possível uma práctica correcta - ou adequada - sem uma boa teoria, compreensiva e abrangente. 

E foi por causa disto tudo - destas reflexões - que tive muita dificuldade em perceber por que razão algumas pessoas que se reclamam do marxismo afirmaram alto e bom som que não valia pena votar em Dilma Rousseff pois que - no fim de contas - a mesma iria fazer sensivelmente o mesmo que Aécio Neves. 

Opinião - António Guerreiro - Público 17/7/2015


Ah, o jornalismo!

A crise e o declínio dos jornais e do jornalismo foram já longamente diagnosticados. Neste campo devastado, não há se não precárias sobrevivências.
É certo que se deu um certo triunfo do jornalismo para além da morte dos jornais e há hoje uma “jornalização” generalizada. Mas este novo jornalismo de massas, com mais produtores do que consumidores, instantâneo e hipertélico (isto é, ultrapassando os seus próprios fins), já nada tem a ver com a ideia de constituição de uma esfera pública racional. A actual jornalização intensiva está para o jornalismo como a estetização — o mais poderoso factor de anestesia — está para a arte. Confrontados com a torrente imparável de factores externos que configuraram uma nova paisagem, os jornais (e todo o jornalismo) perderam a capacidade de autocrítica ou recalcaram-na, seja porque gerir o quotidiano sob as novas condições já é uma tarefa complicada, seja porque o pecado original da profissão é a boa-consciência. Os jornais, diga-se a verdade, nunca foram muito dados ao exercício autocrítico e só em circunstâncias excepcionais cederam a ele. Essa falta acabou por se tornar uma marca identitária e adquiriu uma dimensão monumental. Os jornais não só não se criticam a si próprios (fazem-no certamente em privado, mas isso não é o mesmo que emergir publicamente com um desejável e necessário ethosautocrítico), como seguem o tácito acordo de não se criticarem uns aos outros. Na verdade, eles não se criticam, nenhuma crítica vem do interior do campo jornalístico, mas não falta quem o faça, no exterior. Criticar o jornalismo e mostrar muita desconfiança relativamente a tudo o que se passa nesse campo é um desporto de massas. Nem sempre as razões são fundamentadas, mas instalou-se e generalizou-se esta convicção: jornalistas e políticos, ou melhor, políticos e pessoas que escrevem em jornais, pertencem à mesma classe, funcionam segundo a mesma lógica e falam a mesma linguagem. Alguém, com instrumentos conceptuais, saberá analisar esta lógica mediática que resulta na uniformização e na asfixia do pensamento (na televisão, os painéis de políticos-comentadores e comentadores-ideólogos são uma caricatura grotesca desta situação). O cidadão intelectualmente menos sofisticado, esse, passa logo ao desdém por aqueles que não fazem outra coisa se não “aparecer”: na televisão, nos jornais, na rádio, em todo o lado. Não há apenas uma linguagem política, há uma oligarquia de “mediáticos” que colonizou a esfera pública para a tornar dócil e inofensiva. O campo político e o campo jornalístico celebraram núpcias e os políticos instalaram-se nos media, numa grande confraternização. O resultado está à vista: uma endogamia político-jornalística. E o jornalismo ficou reduzido a uma encenação de pluralismos (e um acesso por quotas e representatividades), tal como a democracia se tornou uma política Potemkin. A mesma linguagem é partilhada por uns e outros. É uma doxa que atinge o seu grau nauseabundo nos “painéis” dos debates televisivos. Um modesto exemplo: como é que a palavra “reforma” circula hoje com frequência na esfera pública para designar, muitas vezes, o que é da ordem da contra-reforma? Porque os políticos anexaram essa palavra e encontraram, no meio jornalístico, as condições de fraca consciência crítica da linguagem que permitem repercuti-la acriticamente. E das palavras passa-se às frases (maldita fraseologia!) e das frases aos grandes enunciados (maldita ideologia!): o jornalismo é uma ressonância do discurso político e de outros discursos. E sê-lo-á, inevitavelmente, se não for, em primeiro lugar, uma crítica da linguagem.

Brasil - o que se esconde hoje sobre o que se divulgou e tanto se ampliou ontem

Depois de tanto barulho - lá e cá - na comunicação "social" sobre as manifestações no Brasil, a prefigurarem um verdadeiro golpe de Estado e a exigir uma intervenção militar, um vergonhoso silêncio (ou surdina) - lá e cá - sobre as manifestações de ontem, Que foram muitas, muito participadas e por todo o pais,
Deixa-se uma amostra, com o começo de reportagem em vermelho:

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

207000! 4 de outubro anda a roda!

Primeira página do Jornal de Notícias de hoje "ligeiramente" modificada.


Objetivo da mensagem do bloguer: quais os fundamentos que estão por trás do diferencial de 57000?

Leitura Natural - Affonso Romano de Sant'Anna



Leitura Natural

Tendo lido os jornais
- infectado a mente, enauseado os olhos -
descubro, lá fora, o azul do mar
e o verde repousante que começa nas samambaias da sala
e recrudesce nas montanhas.

Para que perco tantas horas do dia
nessas leituras necessárias e escarninhas?
Mais valeria, talvez, nas verdes folhas, ler
o que a vida anuncia.

Mas vivo numa época informada e pervertida.
Leio a vida que me imprimem
e só depois
o verde texto que me exprime.
Affonso Romano de Sant'Anna


Notícias perdidas, maltratadas e/ou escondidas



Uma  "daquelas" notícias/coincidências que não são para ser dadas, ou então se escondem no canto inferior direito de uma página par ou se metem entre duas novidades da excitante polémica Jesus-Benfica ou semelhante em impacto mediático.






ACR condena Exercício da NATO

    No seguimento de mais notícias sobre a realização do Exercício NATO Tridente Juncture 2015, a decorrer em Portugal, Espanha e Itália entre 3 de Outubro (véspera das Eleições Legislativas no nosso país) e 6 de Novembro, envolvendo 25 mil efectivos de cerca de 40 países e anunciando-se manobras em Santa Margarida, Beja e para Setúbal/Tróia o papel de plataforma portuária da entrada de viaturas e outros equipamentos e meios militares, a Direcção da Associação Conquistas da Revolução, reunida a 19 de Agosto de 2015, toma posição contra estas manobras e apela aos trabalhadores e ao povo português para que exprimam veementemente o seu empenho na defesa dos Valores de Abril, da Paz e Independência Nacional, no respeito pela Constituição da República, na solidariedade e cooperação com os povos de todo o Mundo.

   Tratando-se indubitavelmente, 70 anos depois do lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagazaki, da projecção de novas intervenções da NATO no Mediterrâneo, Norte de África e Médio Oriente, impõe-se a condenação da subserviência de sucessivos governos do PS, PSD, CDS-PP e da Presidência da República aos desígnios dos poderosos e o alargamento e convergência da luta pela paz.

   Lisboa, 19 de Agosto de 2015
                                        
A Direcção da 
     Associação Conquistas da Revolução 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Estou a ver o meu Brasil a andar para trás

Quando há poucos dias vi a televisão noticiar uma manifestação em Lisboa contra o governo do Brasil prestei atenção. 
Quando verifiquei que a cobertura dada ao acontecimento, que reunia umas dezenas de brasileiros residentes ou em passagem pela capital, era muito maior que a que por costume se dá às manifestações com milhares e milhares de portugueses contra os governos do PS/D, fiquei mais atento.
Quando me fui informar do que realmente se está a passar no Brasil fiquei preocupado.
Bastará uma volta pelas declarações e imagens dos cartazes dos manifestantes para perceber o que os orgãos de informação nos andam a esconder: eles estão de volta porra!













terça-feira, 18 de agosto de 2015

Preparem-se:



Preparem-se: vem aí uma campanha violenta
15 de August de 2015 – Expresso curto

. (Nicolau Santos)
Esta campanha joga-se, em grande parte, nas redes sociais, onde «um pequeníssimo número de pessoas faz uma ‘opinião’ entre anónimos, nomes falsos e empregados de agências de comunicação». Por outras palavras, a tropa de choque que conduz o combate político sujo é constituída por cobardes que a coberto do anonimato insultam, deturpam, ameaçam todos os que de uma ou outra maneira contestam o poder instalado – ou conseguem mesmo clonar telemóveis e computadores, através da cloud, para tentar calar os que resistem.
Preparem-se: vem aí uma campanha violenta
Preparem-se: o que aí vem não é «Uma campanha alegre», como a que Eça de Queirós descreveu, utilizando um humor sarcástico e contundente para criticar a vida social e política do seu tempo. O que se perfila no horizonte não tem um pingo de humor, é sórdido e está cheio de golpes baixos. Como escreve José Pacheco Pereira na edição da Sábado desta semana, «estas eleições tocam em demasiadas coisas vitais para não serem travadas com todas as armas, e algumas são bem feias de se ver».
O campo escolhido não é o terreno aberto nem a arma é o confronto sério de posições. Esta campanha joga-se, em grande parte, nas redes sociais, onde «um pequeníssimo número de pessoas faz uma ‘opinião’ entre anónimos, nomes falsos e empregados de agências de comunicação». Por outras palavras, a tropa de choque que conduz o combate político sujo é constituída por cobardes que a coberto do anonimato insultam, deturpam, ameaçam todos os que de uma ou outra maneira contestam o poder instalado – ou conseguem mesmo clonar telemóveis e computadores, através da cloud, para tentar calar os que resistem.
Nada de novo: em 21 de novembro de 2013, em entrevista à Visão, Fernando Moreira de Sá, consultor de comunicação, explicava como a utilização das redes sociais tinha sido fundamental para levar Passos Coelho até à liderança do PSD, condicionando Paulo Rangel e mantendo na corrida Aguiar-Branco, porque dava jeito, não sem antes terem desgastado a liderança de Manuela Ferreira Leite. Depois partiram para o ataque ao governo de José Sócrates, utilizando os mesmos métodos e influenciando, através da manipulação das redes sociais, os comentadores nas rádios, nas televisões e os jornais.
Ora Passos chegou há quatro anos ao poder. Se os que o apoiam já sabiam do poder das redes sociais nessa altura, não lhe devem ter perdido o jeito desde então e provavelmente estão mais sofisticados, dominam melhor as técnicas de manipulação e são mais certeiros e eficazes nos alvos a abater. A polémica em torno dos cartazes do PS, para lá do amadorismo e incompetência de quem os produziu, nasceu precisamente nas redes sociais, até chegar aos órgãos de comunicação «sérios». E esta é outra conclusão a retirar: o jornalismo, que cumpre as regras deontológicas da profissão, está cada vez mais refém das redes sociais, que não as cumprem de todo, porque não só não têm de as cumprir como de todo não têm regras. É o vale tudo para destruir os adversários e manter o poder.
É claro que os cartazes da maioria também foram alvo de escrutínio e chegou-se à conclusão que já estavam na rua quando finalmente chegou a licença que permite a utilização para fins políticos dos figurantes nos cartazes, segundo a Shutterstock, empresa à qual as imagens foram compradas.
Nicolau Santos – Expresso Curto – 13 agosto 2015