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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Os TOP10 da TV no 1º semestre

No "post" ontem publicado sobre o tempo ocupado nos canais  de televisão, os números dos Top10 são tão reveladores que merecem repetição e o acrescento de uma tabela e de um gráfico que ajudema mostrar, por todas as formas possíveis, como neste ano eleições legislativas se utiliza a comunicação social, mormente a televisiva, para influenciar a chamada opinião pública, os eleitores. 

Tabela

Cavaco, Passos, Portas & 3 ministros PSD/CDS  63,2
António Costa & presidente GPPS 22,6
Catarina Martins 7,5
Jerónimo Sousa 6,7

Gráfico
Observações ou sublinhados
  • No 1ºsemestre de um ano de eleições, entre os 10 que mais nos invadiram em notícias estão o 1º ministro, o proposto alternante, mais três ministros, o PdaR e o presidente do Grupo Parlamentar do PS num total de 85,8% do tempo desses top10 para os "troikulentos" e quemtan tanto os apoiou.
  • Nos 14,2% sobrantes estão a coordenadora do BE e o secretário gerala do PCP.
  • Anote-se ainda que a ordem é esta, tendo Catarina Martins mais 12% do tempo de antena geral que Jerónimo de Sousa.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Leitura para férias… e não só.


Snowden o Herói consciente.

Porque de comunicação se trata e ao mais alto nível.

«O Caso Snowden - Como os EUA Espiam o Mundo», de Antoine Lefébure, que inclui um capítulo extra com informação atualizada, concebido pelo autor para a edição portuguesa.

«"O Caso Snowden" é uma reflexão sobre a dimensão sem precedentes da vigilância americana. Reconstituindo o percurso de Edward Snowden e as reacções dos governos mundiais e da NSA, esta obra realça os princípios em nome dos quais Snowden pôs a sua vida em perigo e demonstra que a moral e a ética são noções obsoletas para a mente dos governantes. Uma obra de fôlego que ganha maior amplitude ao traçar um historial da vigilância das telecomunicações, passando pela NSA e pelo programa PRISM, e ao evocar o papel ambíguo dos serviços secretos.»

Férias, feriados e outros gozos

Bastará uma pequena pesquisa para deparar com contradições como as que a imagem documenta. Estão aqui quatro títulos, arranjaríamos com facilidade quarenta.
 
Comparar números de dias de férias ou feriados é mais ou menos como comparar pilas, cada país tem as suas características sazonais, as suas configurações laborais, a sua história, a sua soberania(?) e o assunto é mesquinho. 
O que leva então a comunicação social a fazer estes títulos? Eram demais em 2011 e são de menos em 2015? Foram os quatro feriados e os quatro(?) dias de férias que nos roubaram que determinaram uma mudança de posição extrema?
Concerteza que não! Em 2011 era preciso fabricar números que justificassem o corte nas férias e feriados. Em julho de 2015 é preciso deixar pairar a ideia que isso já não é bem assim e que os quatro podem vir a ser dois depois das eleições. Entretanto o pessoal fica contente apesar do balanço negativo dos gozos.
Balanço final: a comunicação social está ao serviço de quem?!...

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Líderes do PSD e PS ocupam 42% do tempo...



Líderes do PSD e PS ocupam 42% do tempo dos dez políticos mais noticiados na TV
31 de July de 2015
Passos Coelho e António Costa ocuparam 58 horas do total da informação televisiva no primeiro semestre deste ano. Este número, só por si, não tem grande significado. Tal como não o tem o facto de terem sido os dois primeiros do “top ten” dos políticos mais noticiados. Mas o caso muda de figura quando verificamos que os tempos somados dos líderes do PSD e do PS correspondem a 42% da totalidade do tempo dos dez mais noticiados. Fruto dos critérios editoriais que têm sido invocados como garantia da cobertura isenta e pluralista da próxima campanha eleitoral. Note-se que a quantificação não inclui o tempo de debates e entrevistas. (JAG)

domingo, 2 de agosto de 2015

O divino Espírito Santo e o PCP



Bem me parecia que nesta história do Espírito Santo andavam as mãos satânicas dos comunistas! Mas a revista Sábado também me parece possessa do demónio!
O título não dará mais do que meia dúzia de vendas do que o costume e os que o criaram e lhe deram o destaque sabem que com ele não tirarão um voto e meio ao PCP.
A mensagem dirigir-se-á, em primeira mão, ao traseunte que absorve o título de relance e continua o seu caminho confirmando mais uma vez para consigo a velha tese de que são todos iguais. Em segundo lugar, há os leitores regulares que, ainda feridos de terem deserdado uma família da sua referência, aliviam a sua dor por mais uma vez confirmarem a origem de todos os males deste país, os comunistas.
Depois, existem os que, tal como eu, folheiam a revista perante o olhar métrico da senhora do quiosque, para confirmar que o conteúdo não justifica a manchete, que os "espíritos" deixaram de ser santos e que, da meia dúzia de páginas, apenas dois parágrafos: um para referir que dois ou três ex-autarcas da CDU foram propostos pela defesa para serem testemunhas (defesa esperta aquela que vai buscar abonatórias a meios reconhecidos pela seriedade) e um outro para voltar a insinuar que o BES fez um donativo de 11 mil euros à Festa do Avante (mais ou menos o valor de um trator velho que serve na construção da festa) quando toda a gente sabe que  o dinheiro da festa não é guardado numa panela e que se trata dum processo comercial natural.

sábado, 1 de agosto de 2015

Como as televisões se empenham na mentira


Como as televisões se empenham na mentira
POR CÁ TEMOS a ERC*, na Grécia existe a ESR, mas a diferença é grande em termos práticos. É que na sequência das cerca de três mil queixas recebidas pelo regulador da rádio e televisão grega, as televisões foram notificadas para entregarem os dados sobre a presença de defensores do Sim e do Não na sua antena, na altura que antecedeu o referendo convocado por Tsipras. As redes privadas SKAI e ANT1 admitem ter convidado 65% de figuras do Sim e 35% do Não. A MEGA TV, que esteve na origem de muitas das queixas, recusou-se a entregar dados. O Conselho Nacional para a Rádio e Televisão (a tal ESR) irá ainda conferir a exactidão dos dados entregues pelos canais televisivos, que dizem respeito apenas ao período entre 29 de Junho e 3 de Julho e só contabilizam o número de presenças, não o tom das notícias nem o espaço concedido aos que apelavam à abstenção e ao voto nulo.
 Jornal de Sintra 847 ● N.º 4066 – 31 de Julho, 2015

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Álvaro de Campos - "a imprensa portuguesa"



Ora porra!

Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
Álvaro de Campos

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Onde (não) se leu, ou viu, ou ouviu, ou comentou?...


Amizade Portugal-Palestina

Uma Delegação do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina (GPA) criada no quadro da Assembleia da República Portuguesa e integrando deputados de todos os Partidos com representação Parlamentar, terminou ontem uma visita de 3 dias – 25 a 27 de Julho - à Palestina, a convite do Parlamento desse País.
Esta foi a primeira vez que uma delegação do Parlamento Português visitou a Palestina e segue-se à visita que o Grupo Parlamentar de Amizade Palestina-Portugal realizou ao nosso país.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, bem como outras organizações portuguesas de solidariedade para com o povo Palestino, foi convidado, pelo Grupo Parlamentar de Amizade, a participar no dia 21 de julho numa reunião que teve lugar na Assembleia da República, onde foram apresentados, pelo Deputado Bruno Dias, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade, o programa e objectivos da visita. Entre os temas referidos encontravam-se questões como a prisão de deputados palestinos, os direitos humanos, a responsabilidade de Israel enquanto potência ocupante, o acordo de Parceria UE-Israel entre outros.
O CPPC e as demais organizações presentes tiveram oportunidade de transmitir ao Grupo Parlamentar que se deslocaria à Palestina as suas opiniões sobre o problema Palestino, a ocupação deste país que dura há mais de 67 anos, o não cumprimento por Israel das Resoluções das Nações Unidas, a questão dos colonatos e dos refugiados, os crimes de guerra cometidos sobre o povo de que é exemplo o recente massacre de Gaza, a prisão indiscriminada de civis e mesmo de deputados do Parlamento Palestino, pelos ocupantes israelitas.
Reafirmamos o nosso apreço por esta iniciativa e os votos de que ela seja um marco nas relações entre estas duas Instituições dos respectivos Estados e venha a permitir avanços significativos do Estado Português no apoio à criação de facto de um Estado Palestino viável, de acordo com as resoluções das Nações Unidas.
A Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda o Grupo Parlamentar de Amizade Portugal- Palestina e espera que os contactos havidos tenham sido da maior utilidade para os objectivos que se propunha.