segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
sábado, 28 de novembro de 2020
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
Um congresso para os media
E agora... só para chatear: um congresso!
Aqueles que diariamente vão amontoados nos transportes públicos para o trabalho,
Aqueles reformados e pensionistas que vivem juntos em lares sem condições e os que lá trabalham,
Aqueles jovens que todos os dias vão para escolas sobrelotadas e os que lá trabalham,
Reconhecerão a conversa da treta que gira à volta do congresso do partido dos trabalhadores,
Interrogar-se-ão porque é que os comentadores da TV são do PS, do PSD, do CDS, do Bloco e nenhum é do PCP.
Aqueles que se reúnem à volta de pequenas mesas, de pequenos estúdios da TV, sem distanciamento físico e sem máscara, para fazer opiniões e acrescentar valor aos seus rendimentos,
Aqueles a quem o desastre económico não afeta a sua vidinha airosa,
Aqueles que só veem perigo de contágio no 25 de abril, no 1º de maio, na festa do avante, e no congresso dos comunistas,
Reconhecerão, para si mesmos, que é gente séria que sabe organizar-se e que da sua ação não vem mal à saúde pública,
Interrogar-se-ão, a si próprios, sobre a razão da animosidade que os move que não será outra senão o anticomunismo mais primário.
Ou não, apenas sentem que os tempos lhes estão de feição e que, por isso, podem tirar a máscara e assumir o que sempre foram.
Ou então, manifestar o seu cinismo quando se mostram preocupados com os impactos negativos nos resultados eleitorais do partido em que nunca votaram.
Se a vida tem de continuar, porque é que a luta há de parar?
(Para a semana lá terão de reconhecer que tudo correu de forma exemplar, apesar das imagens lhes fazerem lembrar a Coreia do Norte e, em consciência, deverão interrogar-se: para quê tanto ruído?)
domingo, 6 de setembro de 2020
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
sábado, 25 de julho de 2020
GPS & MEDIA FELICITA TELESUR
Movimento Sem Terra felicita 15º aniversário telesur
AGRO É CORRUPTO
Vim de longe, vou mais longe
Quem tem fé vai-me esperar
Escrevendo numa conta
Pra junto a gente cobrar
No dia que já vem vindo
Que esse mundo vai virar
Noite e dia vêm de longe
Branco e preto a trabalhar
E o dono senhor de tudo
Sentado, mandando dar
E a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar
E a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar
Marinheiro, marinheiro
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei governar
Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar
É a volta do cipó de aroeira
No lombo de quem mandou dar
É a volta do cipó de aroeira
No lombo de quem mandou dar.
Geraldo Vandré
Geraldo Vandré
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Velhos truques e omissões
(algumas caras diferentes, tudo na mesma)
Velhos truques e omissões
Nas últimas semanas,
foram várias as iniciativas realizadas com o Secretário-Geral PCP: o primeiro
debate no âmbito do Centenário do Partido, uma sessão em Portel, para além dos
encontros com micro, pequenos e médios empresários, com bombeiros, da
participação na Semana Nacional de Luta da CGTP-IN, a que se somam as muitas
acções levadas a cabo pelas organizações do Partido.
Esta sequência de
iniciativas e a sua cobertura mediática é bastante elucidativa do que tantas
vezes denunciamos: o papel desempenhado pela comunicação social na distorção,
manipulação e ocultação da acção e dos posicionamentos do PCP.
Nos jornais, do debate
de dia 20, pouco foi possível ler. Tão pouco que só se percebeu que o
Secretário-Geral falou da proposta do PCP para travar os despedimentos. Nem uma
referência à iniciativa ou ao local onde decorreu. No Telejornal da RTP
passaram pouco mais de 20 segundos da intervenção de Jerónimo de Sousa numa peça
em que é sublinhado o facto de não ter falado aos jornalistas à margem da
iniciativa – um dos velhos truques para transformar uma iniciativa do PCP numa
declaração avulsa sobre um qualquer tema ao interesse de quem manda na agenda
mediática.
Na sessão de Portel, uma
iniciativa ímpar – que outro partido seria capaz de realizar uma acção com
tanta gente, num domingo de sol, fora dos principais centros urbanos? –,
nenhuma das estações de televisão com canais generalistas marcou presença. Num
dia em que mais nenhum partido tinha agenda, calhou bem a opção editorial, a
falta de meios ou qualquer que seja a razão que possa ser invocada para a
omissão.
Já na última semana,
vimos em dias quase seguidos um renovado interesse na Festa do Avante!, em
particular nos noticiários da SIC. Apesar de coincidir com a semana em que
foram divulgadas várias das medidas de protecção sanitária que serão adoptadas
pela Festa (aqui, nas páginas do Avante! e num vídeo divulgado na internet e
enviado às redacções), não foi esse o foco das peças. Pelo contrário, com as
mesmas, estafadas e insistentes questões, alguns órgãos de comunicação social
muito se esforçaram por fazer parecer que a audiência com o Presidente da
República (na terça), o encontro com MPME (na quinta) e com bombeiros (no
sábado) eram conferências de imprensa sobre a realização da Festa. Registe-se a
peça do Jornal da Noite da SIC de dia 25, em que mostram imagens do encontro
com PME, onde estiveram e questionaram o Secretário-Geral sobre a Festa,
acabando por nem essas declarações passar, rementendo-se a exercícios
especulativos a partir de uma entrevista a outros meios de comunicação. Da
mesma forma, compreende-se que quem tenha visto as imagens do passado sábado de
Jerónimo de Sousa a falar sobre a Festa em frente a carros dos Bombeiros do
Barreiro não tenha percebido a ligação – é que o Secretário-Geral começou por
falar das muitas necessidades urgentes das corporações de bombeiros, mas a
opção editorial foi não lhes dar eco. Uma opção que só se explica com as conclusões
de um estudo recente, em que a maioria dos jornalistas e responsáveis
editoriais confirmavam ter procurado induzir comportamentos no público durante
o Estado de Emergência – algo que, como se vê, continua.
domingo, 12 de julho de 2020
A Paz que pretendemos e merecemos
A
Paz que pretendemos e merecemos
Por Marques
Pinto
Vogal
da Direcção
Para
muitos dos leitores que assistam aos nossos noticiários televisivos ou tentem
compreender pela leitura da nossa imprensa, o que se vai passando nos últimos
meses nos EUA, deve ser difícil de destrinçar o programa proposto pelo partido
Republicano, conhecido abreviadamente por GOP - good old party - actualmente no
poder com Donald Trump sentado na Sala Oval do programa do Partido Democrata.
Realmente
quando assistimos há poucos meses ao discurso do candidato Bernie Sanders, com
preocupações de caracter social pacifista e agora ouvimos Joe Biden que segundo
alguns comentadores, mesmo que ganhe as eleições, será apenas uma figura para
esquecer pois deverá ser substituído rapidamente pela/o vice-presidente, dado o
seu estado de saúde mental, penso que nada de novo se avizinha na perspectiva
de pacificação e redução das tensões militares entre os grandes blocos.
No
meu ponto de vista como Europeu e sobretudo como defensor da busca tão rápida
quanto possível de uma situação de paz e equilíbrio politico-económico no
mundo, creio que o desanuviamento da tensão militar está a passos largos
caminhando no sentido oposto, e com ambos os partidos norte-americanos a
caminharem juntos e em uníssono no mesmo sentido belicista e afirmando ao mundo
que se o bloco oriental não ceder ás suas exigências de cedência do controlo
territorial, marítimo e aéreo nas suas próprias zonas costeiras e espaço marítimo,
os Estados Unidos assim os obrigarão como Polícia Marítimo e Aéreo do Globo
terrestre.
Claro
que desde há muito vimos a instalação de fortes dispositivos militares por toda
a “nossa” Europa em volta do território Russo, alguns até a poucas dezenas de
quilómetros da fronteira como é patente na Polónia.
Gostaria
de saber qual a resposta do direito de reciprocidade caso a China ou a Rússia
alugassem um espaço para instalação militar no Canadá ou no México.
Claro
que hoje cada vez menos as instalações fixas e bem referenciadas se tornam
importantes numa confrontação militar - que desejo ardentemente nunca
presenciar - pois a capacidade instalada nos modernos submarinos nucleares cujo
paradeiro e localização parece cada vez mais improvável saber - como foi o caso
do tal submarino desconhecido que durante meses andou pelo mar Báltico - supera
em muito qualquer arsenal nuclear dos anos 80.
Penso
que seria mais ajuizado e profícuo que neste momento de pandemia os governantes
europeus, pelo menos aqueles que não estão ainda á volta da grande manjedoura
das notas verdes - cuja rotativa não para enquanto houver papel e tinta verde -
e que alimentará e atrairá cada vez mais bajuladores, se dispusessem a negar
apoio aos belicistas e chamar á razão todos aqueles que ameaçam a paz e a
segurança de todos nós e a não seguir o caminho que um qualquer despenteado
mental inglês tomou, enviando mais forças navais e aéreas para o Mar da China
aumentando e engrossando as provocações de parte a parte.
domingo, 5 de julho de 2020
sexta-feira, 3 de julho de 2020
Assegurar a TAP pública ao serviço do desenvolvimento do País
Assegurar
a TAP pública ao serviço do desenvolvimento do País
1-
A TAP é uma das
mais importantes empresas nacionais. O seu carácter estratégico para o País
decorre da natureza da sua actividade, da sua dimensão, do seu impacto directo
e indirecto no plano económico e social, do seu potencial e das funções de
soberania que assegura.
O PCP relembra que a TAP é a principal empresa
exportadora do País, realizando só em 2019 vendas superiores a 3,4 mil milhões
de euros. No último ano, a TAP foi responsável pelo pagamento de mais de 520
milhões de euros de salários e pelo pagamento de 111 milhões de euros à
Segurança Social, a que se acrescentam dezenas de milhões de euros de outras
receitas fiscais, bem como, os valores entregues ao Estado, quer de Segurança Social,
quer de IRS, por parte dos seus trabalhadores. Uma realidade a que se somam cerca
de 5 mil trabalhadores das restantes empresas do Grupo TAP (SPDH, Portugália, Cateringpor),
bem como toda a actividade económica que funciona a montante e a jusante da
companhia.
A defesa da TAP pública, enquanto companhia aérea de
bandeira, capaz de responder aos interesses do País, é uma exigência
inseparável de uma perspectiva de desenvolvimento
nacional da qual o Povo português não pode
prescindir. Se os custos inerentes à viabilização e desenvolvimento da empresa
são consideráveis, os prejuízos para o País de uma eventual destruição da TAP
seriam incomparavelmente maiores.
2 – Os problemas decorrentes da gestão privada da
TAP imposta nos últimos anos (onde se verificaram centenas de milhões de euros
de prejuízos), com a anuência dos sucessivos
governos, mesmo num quadro em que o Estado detinha
50% do capital, ficaram particularmente expostos com os impactos da paragem do
sector da aviação civil resultantes da epidemia, com uma degradação ainda mais
significativa da sua situação financeira e riscos de colapso. Ficou claro que
sem a intervenção do Estado, sem a recuperação do controlo público da empresa a
TAP não teria futuro.
O anúncio feito pelo Governo, de que o Estado
português passará a deter 72,5% da TAP, comprando por 55 milhões de euros a
participação de um dos accionistas privados (David Neeleman/Azul), associada à
entrada de 1200 milhões de euros de recursos públicos para a recapitalização da
empresa, representa uma decisão que, por si só, não garante o futuro da
companhia ao serviço dos interesses nacionais.
Decisão que tem por base a aceitação das imposições da União Europeia,
designadamente com o chamado plano de reestruturação da
empresa e que tem implícitos, não apenas a redução
da operação, da frota e do número de trabalhadores, mas também, a inserção da
TAP na estratégia de concentração monopolista que está a ser acelerada pela UE
no sector da aviação civil, num claro aproveitamento dos impactos da epidemia.
Para o PCP, o Governo português não pode aceitar ser o executante da
desfiguração da TAP, reduzindo-a a uma mera sucursal de uma qualquer companhia
de aviação estrangeira.
3 – É preciso responder no imediato aos problemas
mais urgentes que estão colocados à companhia, mas é também necessário
assegurar um plano estratégico que a coloque ao
serviço de Portugal.
É necessário desde logo assegurar uma gestão e
controlo público da empresa com o que isso implica de compromisso com os
interesses nacionais. Assegurando as condições para resistir aos impactos dos
últimos meses e à retoma da operação que agora se inicia, sem comprometer a
dimensão, o emprego, os salários e direitos dos trabalhadores, bem como a
operação que a TAP pode e deve ter no futuro. Mas é
preciso também preparar a TAP para o futuro. Libertando-a das imposições da
União Europeia e dos interesses do grande capital (incluindo do accionista
privado Antlantic Gatway/Humberto Pedrosa que ainda detém 22,5% do capital da
TAP). Assegurando que esta cumpre o seu papel na coesão do território nacional,
na ligação às comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo, na relação com
os países de língua oficial portuguesa, na promoção do turismo, no
desenvolvimento da economia nacional, incluindo dos seus sectores produtivos.
Uma opção que requer também a recuperação do controlo público da SPDH, o fim do
financiamento pelo Estado português de companhias aéreas estrangeiras como a
Ryanair ou a Easyjet, o desenvolvimento de uma estratégia de cooperação diversificada
com outras companhias aéreas, salvaguardando os interesses soberanos do País e
a recuperação do controlo público da ANA-Aeroportos, com os necessários investimentos,
consolidando o Hub de Lisboa, designadamente com a construção de um novo
aeroporto internacional na zona do Campo de Tiro de Alcochete.
Para o PCP, a TAP pública faz falta ao futuro de
Portugal. Faz falta a uma política que não prescinde do desenvolvimento e do
progresso do País.
03.07.2020
O Gabinete de Imprensa do PCP
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